Estratégicas e essenciais para tecnologias avançadas - transição energética, defesa, inteligência artificial -, o controle dessa matéria-prima tornou-se crucial
O Brasil possui cerca de 23 milhões de toneladas das chamadas terras raras: 23% das reservas do planeta. Somos o segundo maior detentor mundial dessa matéria prima estratégica, atrás apenas da China, que domina a produção e o refino.
A exploração de terras raras no Brasil atrai um grande interesse global, com projetos espalhados principalmente por Minas Gerais, Goiás e Amazonas, com investimentos de R$10 bilhões.
St. George Mining detém o Projeto Araxá (MG), com reserva estimada em 40 milhões de toneladas e previsão de operar em 2029. A Viridis Mining & Minerals controla o Projeto Colossus, em Poços de Caldas (MG), e planeja iniciar operações em 2028.
Já a Meteoric Resources segue em fase de licenciamento ambiental para seu projeto também em Poços de Caldas (MG), com construção estimada em 24 meses e início das operações previsto para 2028.
A Atlas Critical Minerals (GO e MG) controla mais de 218 mil hectares para projetos de terras raras e tem planos de iniciar a produção em 2028. Por sua vez, a Aclara Resources, de capital canadense, planeja investir R$4,5 bilhões em Goiás, com início das operações previsto para 2028.
A Liberty Metals, mineradora australiana adquiriu três projetos nos estados da Bahia, Paraíba e Rio Grande do Sul, com potencial para titânio e terras raras.
A BBX, subsidiária da australiana BBX, lidera um projeto mineral em Apuí (AM), prevendo iniciar sua exploração em 2027.
O projeto Taboca, adquirido pela chinesa CNMC em 2024, possui estudos iniciais voltados à exploração de terras raras na região da Mina de Pitinga (AM). A Brazilian Rare Earths, empresa australiana realiza exploração em uma área de 160 km na Bahia com descobertas de alto teor mineral.
Mas todas as atenções estão mesmo voltadas é para o projeto Serra Verde, Goiás, única mina em operação comercial no Brasil, com planos de atingir incríveis 6,5 mil toneladas anuais de óxidos até 2027. Ela já recebeu aporte de US$565 milhões da DFC, agência de fomento dos EUA.
A pergunta que ousa não calar é por que o controle da maior reserva nacional de terras raras foi bater em mãos americanas e não nas dos chineses, justo num instante de seríssimas desavenças geopolíticas entre Lula e Trump.
Especialistas opinam: a entrega do controle da maior reserva de materiais críticos aos americanos transformou-se numa "saída honrosa" para conter a escalada de pressões ianques - incluindo os efeitos da Lei Magnitsky -, contra autoridades brasileiras enroladas com violação de direitos humanos e, também, de empresas americanas.
Pelo visto, o "Temos que evitar investidas neoextrativistas" ou mesmo o "Ninguém põe a mão" proferidos pelo presidente Lula, ao rebater interesses de várias potências estrangeiras, acabou falando mais baixo que os interesses em preservar não a soberania do Brasil, mas interesses bem menores.
Foto: Divulgação
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Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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