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Acolhimento

Universidade inaugura “Espaço Seguro” para mulheres vítimas de violência

Iniciativa conta com a participação dos cursos de Direito, Psicologia e Serviço Social da instituição responsável pelo projeto

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  • 20/02/25 18:00
Universidade inaugura “Espaço Seguro” para mulheres vítimas de violência

Belém, PA - Para combater a violência contra as mulheres, a Unama, Universidade da Amazônia, inaugurou o “Espaço Seguro” - sala de atendimento multidisciplinar dedicada a alunas, colaboradoras e à comunidade em geral. A assistência acontece no Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) do campus Alcindo Cacela, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 12h e 14h às 18h.


Fazem parte da iniciativa os cursos de Direito, Psicologia e Serviço Social da Instituição de Ensino Superior (IES). O projeto busca a integração com diversos segmentos que compõem a rede de proteção às mulheres, tanto em esfera pública quanto privada.


A iniciativa é amparada em legislações brasileiras que protegem e asseguram o acolhimento psicossocial de mulheres vítimas de quaisquer violências e âmbitos sociais. O Espaço Seguro oferece todas as orientações necessárias para a prestação de depoimentos e procedimentos jurídicos.


De acordo com a reitora da IES, Betânia Fidalgo Arroyo, a criação do Espaço Seguro surgiu perante a necessidade, em caráter social, da UNAMA integrar o canal de denúncias de violência contra mulheres. “O combate a todos os tipos de violência contra mulheres cis e trans é uma política pública que nós, como corpo docente e universitário, temos a responsabilidade de conscientizar nossos alunos e apoiar quem já passou por situações de desrespeito. A Universidade da Amazônia entende que só é possível solucionar as barreiras sexistas colocando em prática o conhecimento acadêmico. E muitas mulheres não tiveram a oportunidade desse privilégio. Essas orientações precisam chegar nelas", disse.


A assessora jurídica da UNAMA, Cláudia Doce, vê a abertura da Universidade para o atendimento de denúncias como uma oportunidade de defender e preservar os direitos das mulheres, além de estimular o debate nas salas de aula. "Muitas se sentem fragilizadas e envergonhadas de procurar uma delegacia ou defensoria pública. Nosso papel é garantir que o Espaço Seguro seja um refúgio, onde elas possam ser ouvidas e protegidas", afirmou.


Foto: Quezia Dias

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.