Justiça Eleitoral do Pará acende alerta contra propaganda irregular nas redes Para fugir de apostas, pessoas simulam compras em sites de mentira por dopamina Operadores saem dos estacionamentos para explorar academias de alto padrão
Prevenção

Vacina contra herpes-zóster não deve ser incorporada ao SUS, decide Conitec

Também conhecida como "cobreiro", a herpes-zóster é causada pelo mesmo vírus da catapora, o varicela-zóster

  • 1085 Visualizações
  • 15/01/26 20:00
Vacina contra herpes-zóster não deve ser incorporada ao SUS, decide Conitec

São Paulo, SP - A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde publicou portaria com a decisão de não incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra herpes-zóster para imunocomprometidos a partir dos 18 anos e idosos com 80 anos ou mais. A publicação foi feita na segunda-feira, 12, no Diário Oficial da União.


A decisão mantém a negativa apresentada no relatório preliminar da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), divulgado em julho do ano passado. Após o relatório, a incorporação foi tema de uma consulta pública entre setembro e outubro, com 8.797 contribuições, à qual se seguiu o parecer final.


Na análise, a Conitec considerou o imunizante eficaz para a prevenção do herpes-zóster, mas apontou que o preço precisaria ser negociado para não comprometer a sustentabilidade orçamentária do SUS.


A análise de impacto orçamentário considerou a oferta máxima de três milhões de doses por ano, o que corresponderia à vacinação de 1,5 milhão de pacientes, e 5.456.211 pessoas elegíveis para receber a vacina.


Segundo a comissão, para vacinar 1,5 milhão de pacientes no primeiro ano, o custo seria de R$ 1,2 bilhão e, no quinto ano, a vacinação dos 471 mil pacientes restantes teria custo de R$ 380 milhões. "Ao final de cinco anos, o investimento total seria de R$ 5,2 bilhões. Dessa forma, a vacina foi considerada não custo-efetiva", diz o relatório de agosto.


A vacina analisada para a incorporação foi a Shingrix, da farmacêutica GSK. O imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2021 e é indicado para adultos com mais de 50 anos ou maiores de 18 anos com risco aumentado para o desenvolvimento da doença, como os imunocomprometidos.


A indicação proposta à Conitec previa a destinação da vacina para idosos com mais de 80 anos e imunocomprometidos maiores de 18 anos. O imunizante segue disponível na rede particular de saúde.


No sistema público, estão disponíveis a vacina contra a varicela (catapora) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), ambas indicadas para aplicação na infância, conforme o Programa Nacional de Imunizações (PNI).


Sintomas de herpes-zoster


Também conhecida como "cobreiro", a herpes-zóster é causada pelo mesmo vírus da catapora, o varicela-zóster. Quem já teve catapora pode desenvolver herpes-zóster na vida adulta, especialmente idosos e pessoas com baixa imunidade, como pacientes com câncer ou HIV.


Os principais sintomas incluem dor nos nervos, dor de cabeça, mal-estar e manchas avermelhadas na pele com bolhas. A doença também provoca coceira, queimação, sensibilidade e febre baixa. As regiões do tronco, face, lombar e pescoço costumam ser as mais afetadas.


O diagnóstico no SUS é feito por avaliação clínica, e o tratamento busca aliviar a dor e evitar o avanço das lesões. Em casos mais leves, o manejo é sintomático, com medicamentos e cuidados de higiene das lesões.


Em pacientes com maior risco, como idosos, imunocomprometidos e pessoas com doenças graves, o tratamento no SUS é realizado com o antiviral aciclovir.


Prevenção


Entre as principais estratégias de prevenção contra a doença recomendadas pelo Ministério da Saúde estão a vacinação, a higiene das mãos após o contato com lesões, o isolamento em caso de desenvolvimento da doença e a desinfecção de objetos contaminados com secreções de pacientes com varicela.


Foto: Divulgação/MS

Estadão conteúdo

Mais matérias Saúde

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.