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Vale nega dívida bilionária de royalties; Pará teria direito a R$ 12,2 bilhões

Do total cobrado, R$ 12,2 bilhões referem-se a processos no Pará e R$ 5,4 bilhões dizem respeito a operações em Minas Gerais

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  • Da Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 06/08/26 17:00
Vale nega dívida bilionária de royalties; Pará teria direito a R$ 12,2 bilhões
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Vale tem contestado a cobrança de R$ 17,62 bilhões em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) feita pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Em posicionamento divulgado nesta quarta-feira, 5, a mineradora afirmou que realiza regularmente o recolhimento dos royalties da mineração, em conformidade com a legislação e os limites constitucionais, e sustenta que a cobrança não procede.


O posicionamento foi divulgado após a Agência Infra noticiar que a ANM publicou, no Diário Oficial da União (DOU), um despacho que reúne mais de 40 processos administrativos relacionados à CFEM.


Pará estaria por receber


A agência determinou que a companhia efetue o pagamento em até dez dias, sob pena de inscrição dos débitos em Dívida Ativa. Do total cobrado, R$ 12,2 bilhões referem-se a processos no Pará e R$ 5,4 bilhões dizem respeito a operações em Minas Gerais.


“A Vale efetua, regularmente, o recolhimento da CFEM, observando tanto as normas aplicáveis, quanto os limites constitucionais existentes. A Vale acredita que as cobranças citadas não procedem e irá se manifestar oportunamente perante as autoridades competentes”, informou a empresa em nota


Empresa tem dez dias para pagar dívida sob pena de inscrição dos débitos em Dívida Ativa/Foto: Divulgação

Cobrança recorde


A cobrança é considerada pela ANM o maior ato de cobrança de royalties da história da mineração no Brasil. Segundo informações divulgadas pela agência, a medida integra um esforço para ampliar a eficiência da fiscalização e da recuperação de créditos relacionados à exploração mineral.


Uma representante da ANM informou à Agência Infra que a iniciativa também responde a demandas de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU), que vêm cobrando maior efetividade na fiscalização para evitar a prescrição de valores devidos.


Documentos públicos


Em seu posicionamento, a Vale informou ainda que os detalhes sobre o tema já constam em documentos públicos da companhia, incluindo o item 4.7.I.iii do Formulário de Referência 2026 e a nota explicativa 27.b das Demonstrações Financeiras Consolidadas de 2025.


A companhia reiterou que apresentará sua manifestação no âmbito dos processos administrativos conduzidos pela ANM.


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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.