Homenagem foi proposta pelo vereador Rui Begot, do Avante, e aprovada por unanimidade, presidente da Câmara de Ananindeua, a pedido do prefeito Daniel Santos, do MDB.
omes de ruas, praças e outras áreas de lazer costumam receber nomes de pessoas que já partiram, mas que deixaram relevantes contribuições à sociedade. Inaugurada recentemente, a Praça Vereador Deivite Wener Araújo Galvão, mais conhecido pelo famoso apelido de Gordo do Aurá, divide opiniões. Nas redes sociais, grande parte da população desaprovou a homenagem, mas os políticos de Ananindeua não abriram mão de cativar o eleitorado do Aurá, um dos bairros mais populosos da cidade, onde Gordo até hoje é tratado como herói na memória de muitos moradores.

Não por acaso, a festa de inauguração
da praça, no último dia 11, começou à noite com muitos fogos e música madrugada
adentro. Como vereador pelo bairro por dois mandatos, Gordo do Aurá era visto
um político assistencialista, mas muitos consideram até hoje que seu trabalho
de ajudar a população, com doações de cestas básicas e promoção de eventos
festivos foi muito válido.
“A população é tão vulnerável naquela
área, sempre teve tão pouca assistência do poder público que quando um Gordo do
Aurá se dispunha a vestir o figurino de pai da comunidade, essa população cria
um vínculo de gratidão quase eterna”, diz uma fonte do ambiente político.
Acompanhando esses bastidores, essa
mesma fonte contou à coluna que o prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (MDB),
fez questão da homenagem, que ele considera um reconhecimento à área onde teve
uma ótima votação. Porém, ele precisava de um “cabra de coragem” para fazer a
proposição à Câmara. O próprio presidente da Casa, Rui Begot (Avante), se
encarregou da missão, com o Projeto de Lei 130/2023, solicitando a mudança de
nome da praça para receber o nome do ex-vereador. Claro que o projeto, que
representava a vontade do chefe do Executivo municipal, foi aprovado. Por
unanimidade.
Conhecido de todos
Antes da reforma, a praça se chamava
Jeremias Teixeira e este, bem, a coluna não obteve informações de quem se
tratava. Já o ex-vereador Deivite Galvão, ou Gordo do Aurá, todos conhecem. Ele
teve uma vida marcada por polêmicas. Foi eleito vereador de Ananindeua em
2012 pelo antigo DEM, e reeleito em 2016 pelo mesmo partido. Logo depois, já na
cadeira da vereança, voltaram com força as denúncias das ligações de
Deivite com facções criminosas. Na época, ele negou qualquer envolvimento com
os grupos.
De acordo a Polícia Civil, o então
vereador respondia por dois crimes anteriores ao mandato: em 2006, ele foi
apontado como suspeito de homicídio e, em 2011, um ano antes de ser eleito, foi
preso por tráfico de drogas e associação ao tráfico, no Distrito de Mosqueiro.
Um ano depois de ser eleito ao
primeiro mandato, em 2013, Gordo do Aurá foi alvo de um atentado, justamente
quando chegava ao prédio da Câmara de Vereadores de Ananindeua. Ele foi baleado
por um motoqueiro armado, que efetuou vários disparos. Ficou dias
hospitalizado, mas se recuperou.
Em setembro de 2018, foi preso
novamente por ligação com o tráfico de drogas e, ainda, sob acusação de
integrar facção criminosa. A ação da Polícia que culminou na prisão do vereador
ocorreu no Residencial Pouso do Aracanga, do programa “Minha Casa, Minha
Vida", que à época havia sido ocupado havia cerca de dois anos. De acordo
com as investigações, o local servia como abrigo para foragidos e para
gerenciamento do tráfico de drogas naquela área.
Seis meses depois da prisão, Deivite
sofreu o atentado final. Em 21 de fevereiro de 2019, o ex-vereador foi
assassinado a tiros no Centro de Belém, depois de deixar alguém no
Pronto-Socorro da 14 de março para atendimento. O crime ocorreu quando o vereador
voltava pela avenida Pedro Miranda, a principal do bairro da Pedreira, e foi
uma ação, literalmente, de parar o trânsito.
Na ação de execução de Devite, à luz
do sol das 15 horas, foram usados três veículos, e os ocupantes já desceram
atirando contra os ocupantes - no carro estava também a esposa de Deivite, mas
só ele não resistiu aos ferimentos provocados pelos 26 tiros disparados contra
o seu carro.
A morte do Gordo do Aurá foi em 21 de
fevereiro de 2019, um mês depois da posse do delegado federal Ualame Machado à
frente da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup). Esperava-se dele
uma solução rápida para o crime, tamanha a dimensão do próprio ato, de parar o
trânsito, e dos impactos, visto o grande número de autoridades presentes ao
velório da vítima, incluindo o, à época, deputado Daniel Santos, e o vereador
Rui Begot, entre tantos outros com mandatos até hoje no município.
Mas, de modo surpreendente, a Polícia
Civil do Pará deixou o caso sem solução. Somente neste ano, em setembro
passado, a mesma Polícia Civil deflagrou a “Operação Aurá”, para cumprir sete
mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do
Pará, contra - veja só - agentes de segurança pública suspeitos de participação
na execução do Gordo do Aurá.
Os mandados, no entanto, foram a
pedido do Ministério Público do Pará, após minuciosa investigação acompanhada
dia a dia pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado
(Gaeco).
Em uma pesquisa afinada nas redes
sociais ao longo da semana, grande parte dos eleitores do prefeito Daniel
Santos, naturalmente os que não moram no Aurá, reprovaram a iniciativa. Muitos
comentários - que estão publicados - têm a seguinte essência: “Decepção... o
prefeito Daniel estava indo tão bem”.
Essas repercussões começaram logo no
momento da circulação do convite com o novo nome da praça e, parece que,
percebendo isso, os cuidadores da imagem da Prefeitura de Ananindeua chamaram
na manchete do site e em quase toda a matéria a praça apenas de novo “espaço de
lazer” no Aurá, o 45° entregue pelo prefeito só neste primeiro mandato.
Lá pela última linha, o texto informa
que a praça 'Vereador Deivite Wener Araújo Galvão' tem vários espaços de
interação, entre eles um campo de futebol, quadra poliesportiva coberta, área
de alimentação coberta, academia ao ar livre, playground e é
totalmente iluminada com luzes de LED. Em nenhum momento do texto é citado o
apelido famoso de Deivite - Gordo do Aurá, com o qual ele ficou conhecido e foi
eleito e executado.

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e revelar imagens da mente.
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que o início do consumo de bebidas alcoólicas no País tem acontecido entre
jovens de 11 e 13 anos de idade, cujo primeiro contato com o álcool acontece em
casa. Os que têm entre 18 e 24 anos são os que mais consomem álcool.
Ainda de acordo com o estudo, 42% dos alunos dos ensinos fundamental e
médio consumiram bebidas alcoólicas no último ano, ou seja, quase metade dos
estudantes do País.
E tem outro dado alarmante: existem 22 milhões de dependentes de álcool
no Brasil. Já os jovens universitários consomem álcool para ficar embriagados.
Simples assim.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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