Desorganização na educação e na saúde e veículos retidos nas garagens; prefeitura “organiza” o caos na capital.
gestão do prefeito Igor Normando enfrenta um cenário crescente de desgaste que já não se limita a setores isolados e começa a configurar um colapso administrativo em cadeia. O que antes se evidenciava na educação, com paralisações e conflitos internos, e se agravava na saúde com dificuldades operacionais e de pagamento dos prestadores do SUS, agora atinge o transporte público, um dos serviços mais sensíveis para a população.

O ápice da crise se deu nesta terça-feira, 31, com a apreensão de 14 ônibus do tipo “geladão”, símbolo recente de modernização da frota, que se tornou o retrato mais emblemático dessa crise. Os veículos foram recolhidos por decisão da instituição financeira responsável pelo financiamento, após inadimplência das empresas operadoras.
Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém, a medida decorre da incapacidade das concessionárias de arcar com os compromissos assumidos. As empresas Auto Viação Monte Cristo e Transportes Canadá foram diretamente afetadas, evidenciando um sistema que já opera sob forte desequilíbrio econômico.
O episódio escancara a contradição entre o discurso e a prática. Em junho de 2025, durante a preparação para a COP30, a Prefeitura de Belém, em parceria com o Estado, celebrou a entrega de 300 ônibus climatizados como a maior renovação da história da capital. Os “geladões” foram apresentados como símbolo de modernidade, conforto e eficiência, com muita pompa e propaganda institucional.
Agora, menos de um ano depois, parte dessa frota já começa a ser retirada de circulação por problemas financeiros estruturais, um indicativo de que a política pública não se sustentou na prática. A promessa de qualidade deu lugar à instabilidade.
O Setransbel aponta que o desequilíbrio decorre, entre outros fatores, da defasagem tarifária. A tarifa pública não acompanhou a planilha técnica aprovada pelo Conselho Municipal de Transporte em 2025, mesmo após acordo judicial firmado com o poder público. O sindicato afirma que esse é o resultado de má gestão: um sistema pressionado, incapaz de manter a operação nos moldes anunciados.
Observadores do cenário afirmam, no entanto, que a crise vai além da tarifa. A situação no transporte soma-se a um padrão já observado em outras áreas da gestão. Na educação, a paralisia administrativa e disputas internas fragilizaram a condução da pasta; na saúde, a troca de comando não trouxe estabilidade, e os serviços seguem sob críticas.
Agora, com ônibus apreendidos, a gestão municipal ganha sua “cereja do bolo”: a comprovação de que nem mesmo as vitrines políticas resistem à falta de planejamento e sustentabilidade.
O que se vê é uma administração que anuncia grandes entregas, mas falha em garantir sua continuidade, deixando a população, mais uma vez, pagando a conta de promessas que não se sustentam.

•O ex-senador Mário Couto (foto) reaparece no tabuleiro político com timing de veterano: aproveita a janela partidária e deixa o PL para desembarcar no Novo, mirando 2026. Nas sondagens, Mário Couto aparece competitivo para o governo, o que explica a movimentação.
•Couto foi segundo na corrida ao Senado vencida por Beto Faro e, no plano jurídico, mantém uma carta na manga: a ação que acusa Faro de compra de votos segue em banho-maria na Justiça Eleitoral há três anos.
• Na prática, joga em duas frentes - a eleitoral e a judicial - enquanto testa musculatura política num cenário ainda embaralhado.
•O ex-senador justifica a saída do partido pelo alinhamento com o prefeito de Ananindeua, mas dizem que há mais por trás do quadro.
•Faleceu ontem, em Brasília, o advogado, ex-prefeito de Paragominas e ex-secretário do governo Jatene Adnan Demachki. Demachki participava de uma palestra na capital federal quando passou mal. Foi levado a um hospital, onde fez uma cirurgia de emergência no coração, mas não resistiu. Era amigo da coluna de longa data.
•Estima-se que cerca de 70 deputados já trocaram de partido na reta final da janela partidária, o equivalente a cerca de 13% da Câmara. De olho nas eleições, deputados têm até esta sexta-feira, 3, para trocar de legenda sem correr o risco de perder o mandato ou ficar impedido de se candidatar em outubro.
•O PL transformou a janela partidária em vitrine de crescimento e já soma saldo positivo de 11 deputados, enquanto o União Brasil lidera as perdas, com saldo negativo de 12.
•Sessenta e dois anos após o início do golpe de 1964, o Congresso Nacional mantém viva a disputa sobre o legado do regime militar. Uma série de projetos em tramitação busca desde a proibição de homenagens e nomes de ruas a agentes da ditadura
•A forma como alguns parlamentares se referem ao golpe de 1964 mudou profundamente nas décadas seguintes à redemocratização. Se no início o estigma era tão profundo que afetava a própria identidade partidária, hoje já se veem discursos favoráveis.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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