Rejeição inédita de Jorge Messias ao STF revela perda de articulação política, fortalece oposição e projeta cenário adverso Brasil afora.
Chamado de “menino de recado” do Palácio do Planalto, Messias sucumbiu, com anúncio prévio cochichado por Davi Alcolumbre/ Agência Senado.
rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal pelo Senado, por 42 votos a 34, não foi apenas um revés pontual - foi um marco político. Pela primeira vez em mais de um século, um presidente da República vê seu indicado à Corte ser barrado, numa derrota classificada como histórica e sintomática da atual relação entre Executivo e Legislativo.
O episódio, que não ocorria desde 1894, no governo de Floriano Peixoto, escancara um problema central do governo Lula: a dificuldade de construir maioria estável. Mesmo após intensa articulação e negociações, o Planalto não conseguiu alcançar os 41 votos necessários para garantir a vaga, evidenciando fissuras na base e resistência inclusive entre aliados ocasionais.
Mais do que um episódio isolado, o resultado é interpretado como um recado político. A rejeição ocorreu em meio à proximidade das eleições de outubro, e à crescente tensão entre Senado e STF, com parlamentares pressionados por uma agenda crítica ao Judiciário. No português claro, o governo sai mais frágil, a derrota compromete a capacidade de articulação para pautas estratégicas e expõe um Congresso menos disposto a referendar decisões do Executivo.
Analistas apontam, inclusive, falhas de coordenação política e desgaste na relação com lideranças-chave, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o articulador da derrota comandando o Centrão.
Fonte da coluna que acompanha a política garante que esse cenário nacional dialoga diretamente com o Pará. Hoje, o governo conta com dois senadores claramente alinhados, Beto Faro e Jader Barbalho, mas esse quadro pode mudar nas próximas eleições.
Beto Faro enfrenta a cassação no TRE – o que, por si só, já fragiliza a presença governista no Estado em relação à Câmara alta. Mas o quadro pode se agravar nas próximas eleições. Com a tendência de renovação no Senado e o avanço de candidaturas de oposição – como a do delegado Éder Mauro, do PL, que aparece competitivo nas pesquisas e, com isso, cresce a possibilidade de o governo Lula, ainda que se reeleja, perder ainda mais espaço na bancada paraense.
A combinação de fatores é bem desfavorável para o governo Lula. De um lado, é claro o desgaste do governo no Congresso. De outro, corre por fora um fortalecimento do discurso anti-STF e anti-Executivo, agravado por um ambiente eleitoral polarizado, com tendência de crescimento da oposição. O resultado soa como um alerta estratégico: o que aconteceu em Brasília pode se repetir nas urnas.
A derrota no Senado não apenas revela o presente – ela antecipa um possível redesenho de forças em 2026, com impacto direto na governabilidade de um eventual novo mandato de Lula.

•A Procuradoria Regional da República arquivou a representação contra o ministro Gilmar Mendes (foto) por suposta prática de homofobia.
•A declaração do ministro sobre Romeu Zema não conta com elementos mínimos que indiquem violação relevante a direitos.
•O Hospital Ofir Loyola finalizou o mês de março com número recorde de atendimentos em seus 115 anos de existência: 18.200 pacientes.
•A marca histórica foi alcançada focando também na qualidade – humanização - do atendimento.
•Representantes da Prefeitura de Belém não compareceram à reunião convocada pelo Ministério Público Federal para discutir a situação do Hospital Pronto Socorro da 14.
•A ausência foi justificada por conta que as fortes chuvas e alagamentos na cidade impossibilitaram o deslocamento dos representantes.
•A Declaração de Belém, lançada na COP 30, é um documento com metas ambientais, econômicas e sociais voltadas à transformação do cenário global, com foco na industrialização sustentável.
•A Prefeitura de Florianópolis é primeira capital brasileira a aderir ao documento, que integra o compromisso voltado ao uso estratégico do poder de compra do setor público com foco nas próximas gerações.
•Agora, os editais públicos da capital catarinense vão priorizar critérios de sustentabilidade em todas as etapas, desde a definição do objeto até a execução dos contratos.
•O advogado aposentado José Maria Valdetaro Vianna não tinha herdeiros diretos e optou por destinar todo o seu patrimônio à Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.
•A herança de cerca de R$ 88 milhões será aplicada no fortalecimento dos atendimentos realizados pela Santa Casa do Rio, localizada no Centro Histórico da cidade.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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