"Guerra do Amanhã" aposta nos fungos como nova ameaça sanitária global Entre crise climática e abandono, Marajó reage e se articula pala sobrevivência Hana arbitra disputa, secretário desmonta feudo e desidrata Paulo Sérgio Gomes
LITERATURA

"Guerra do Amanhã" aposta nos fungos como nova ameaça sanitária global

Pesquisadores Alfredo Coelho e Mioni Brito apresentam uma hipótese tão inquietante quanto atual: nem vírus ou bactérias, mas fungos...

  • 164 Visualizações
  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 28/05/26 08:30
A


obra parte de uma cena já emblemática da série The Last of Us. Nela, um epidemiologista é questionado sobre qual ameaça mais o preocupava para o futuro da humanidade. A resposta surpreende: “fungos”. A partir desse ponto, o livro percorre microbiologia, neurociência, medicina evolutiva e história das epidemias em uma narrativa sustentada por mais de 270 referências científicas.

 

Em Wuerzburg, Alemanha, cientista mostra placa com Candida auris, identificado pela primeira vez no Japão; fungo é patógeno mundial/Fotos: Divulgação.

Os autores chamam atenção para fenômenos que já deixaram de ser apenas hipótese. Um dos exemplos centrais é a Candida auris, fungo identificado pela primeira vez em 2009 e atualmente presente em mais de quarenta países. Com taxa de letalidade que pode chegar a 60% entre pacientes hospitalizados, o organismo foi classificado pela Organização Mundial da Saúde, em 2022, como ameaça crítica à saúde global.

O livro também destaca que, durante a pandemia de Covid-19, cerca de um em cada dez pacientes graves nos Estados Unidos desenvolveu aspergilose pulmonar invasiva, infecção fúngica potencialmente fatal. Globalmente, infecções causadas por fungos são responsáveis por aproximadamente 1,6 milhão de mortes anuais, além de impactos severos sobre plantações agrícolas e espécies animais.

Revisão do impacto

Mais do que um alerta epidemiológico, A Guerra do Amanhã propõe uma revisão sobre o impacto do estresse no sistema imunológico humano. Recuperando estudos e conceitos de pesquisadores como Hans Selye, Robert Sapolsky e Bruce McEwen, os autores defendem que a hiperestimulação da vida moderna compromete mecanismos adaptativos do organismo, favorecendo o surgimento de patógenos oportunistas.

A obra revisita ainda episódios históricos, como a Peste Antonina, que atingiu o Império Romano a partir de 165 d.C., e estabelece diálogo com a cultura pop ao discutir o fungo cordyceps retratado em The Last of Us - organismo que existe na natureza, embora não infecte seres humanos.

No centro da discussão está uma crítica à ausência da biologia evolutiva na formação médica contemporânea. O livro recupera, inclusive, a advertência do cientista Ajit Varki, da Universidade da Califórnia, para quem “a quase completa ausência de evolução nos currículos das faculdades de medicina é uma anomalia histórica que precisa ser corrigida”.

Papo Reto

Lula (foto) defendeu a inclusão de varandas nos imóveis do Minha Casa, Minha Vida justificando que "as crianças estão soltando um pum muito fedido" e a família fica presa ao mau cheiro dentro de casa. 

•Um dos pedidos de Flávio Bolsonaro a Donald Trump foi a classificação das facções criminosas PCC e CV como grupos terroristas.

Flávio Bolsonaro publicou foto ao lado de Donald Trump, no Salão Oval, em encontro realizado fora da agenda oficial da Casa Branca. 

•Passou nos testes da Anvisa a primeira caneta análoga ao Ozempic para diabetes. A versão brasileira – Ozivy - tirou 10 tanto na eficácia quanto na segurança.

As exportações brasileiras de produtos de alta tecnologia cresceram tímidos 7,7% em 2025, muito abaixo das vendas de bens de baixa intensidade tecnológica, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria.

•O frio e a umidade impulsionaram a safra de cogumelos selvagens nas florestas de Pinus do Sul do Brasil. Grupos caçam os caríssimos porcini, iguaria disputada pela alta gastronomia.

A CBF fará duas rodadas de testes para estrear o impedimento semiautomático no início do segundo turno do brasileirão.

•A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe as escolas privadas de exigirem a compra de livros didáticos novos quando o aluno já tiver edições anteriores em bom estado de conservação.

Pela nova regra, qualquer cláusula de contrato ou regra interna da escola que impeça o responsável pelo aluno de reaproveitar materiais antigos será considerada nula.

•A proteção também serve para livros do tipo "consumível" - aqueles que vêm com espaço para preencher as respostas -, desde que as páginas continuem em branco.

Mais matérias OLAVO DUTRA

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.