Pesquisa nacional expõe insatisfação popular, enquanto decisões como aumento de impostos e denúncias envolvendo aliados ampliam a crise de credibilidade do prefeito de Belém.
o completar um ano à frente da Prefeitura de Belém, Igor Normando encerra o período inicial de sua gestão sob um recado claro da população: a crescente desaprovação. A mais recente pesquisa da AtlasIntel, que avaliou prefeitos das capitais brasileiras, posiciona o gestor belenense entre os piores do País, com 43% de desaprovação e apenas 19% de avaliação positiva de governo.

O dado não surge isolado, mas ecoa o sentimento cotidiano de uma cidade que enfrenta alagamentos recorrentes, coleta irregular de lixo, abandono de políticas sociais e uma rotina urbana marcada pela precariedade.
Enquanto Belém convive com ruas alagadas, serviços públicos fragilizados e uma população cada vez mais descrente, o prefeito aparece com frequência nas redes sociais em ações voltadas a causas pontuais, como eventos envolvendo pets, o que não é um problema em si, mas passa a soar deslocado diante da cobrança generalizada dos moradores por atenção à cidade real, feita de gente, problemas estruturais e urgências sociais.
O desgaste político se intensifica diante de decisões administrativas que vêm sendo classificadas como impopulares. Entre elas, o pacote de projetos enviado recentemente à Câmara Municipal, no apagar das luzes do ano legislativo, incluindo o aumento do IPTU e alterações profundas no Estatuto do Magistério, afetando os professores de forma que já gerou diversos protestos.
As propostas preveem, entre outros pontos, a revisão da Planta Genérica de Valores, abrindo caminho para aumento real do imposto, e mudanças que fragilizam direitos históricos dos professores da rede municipal. A reação foi imediata: críticas de vereadores, entidades e da própria comunidade escolar, que enxergam no pacote um ataque à educação pública e aos servidores.
Por outro lado, os nomes dos políticos que figuraram em 2024 como porta-vozes da candidatura de Igor Normando simplesmente desvincularam suas imagens do agora perfeito. Essa medida foi tomada, inclusive, pelo governador Helder Barbalho, patrono real - com provas gravadas para a posteridade - da eleição de Igor Normando.
Paralelamente, decisões administrativas envolvendo o patrimônio público também ampliaram o desgaste. A entrega do Palacete Pinho à iniciativa privada, sem a devida transparência exigida por lei para parcerias público-privadas, levantou questionamentos jurídicos e políticos.
O imóvel havia sido restaurado com recursos públicos e abrigava equipamentos culturais e educacionais relevantes. A ausência de licitação, audiências públicas e publicidade dos atos administrativos reforçou a percepção de improviso e descumprimento legal.
O cenário se agrava com denúncias que ganharam repercussão nacional. Publicação recente de um portal nacional apontou suposto esquema envolvendo pessoas próximas ao prefeito, incluindo o secretário de Zeladoria Urbana, Cleiton Chaves.
As denúncias falam em extorsão, favorecimento de contratos, cobrança de propina e uso de empresas para ocultação de recursos. Embora ainda no campo das denúncias, o caso já provocou pedidos de investigação e reacendeu discussões sobre a integridade da atual gestão.
Esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que Igor Normando figura entre os prefeitos mais mal avaliados do País, segundo a AtlasIntel. Enquanto capitais da própria Amazônia Legal, como São Luís, Macapá e Porto Velho aparecem com altos índices de aprovação, Belém segue em rota oposta, com um governo que parece mais reativo do que propositivo.
A leitura que se impõe com os números é clara: a população cobra presença, gestão e resultados. A cidade não pede marketing, nem discursos simbólicos. Pede drenagem, mobilidade, educação valorizada, transparência e respeito. Passado um ano de governo, o recado das ruas, das pesquisas e dos fatos é direto: Belém não quer promessas, quer governo.

•O governo do Estado prorrogou por mais dois anos os contratos temporários de servidores. Dizem que, durante os últimos sete anos, o governo promoveu 500 processos seletivos e menos de 40 concursos.
•Dia desses, Belém amanheceu com a notícia de mais um casarão histórico derrubado sem dó, nem piedade, na avenida Senador Lemos.
•A vereadora Marinor Brito, do Psol, tratou de acionar o Ministério Público, que expediu ordem para suspender a demolição, sem sucesso.
•O prédio virou escombros antes de os fiscais da lei chegarem. Nas redes sociais, Marinor, condenou a Prefeitura de Belém pelo descaso.
•Mais tarde foi constatado que esse casarão era motivo de disputa judicial, havia anos, e quem desfez o tombamento do patrimônio e liberou a empresa à demolição foi a gestão de Edmilson Rodrigues (foto).
•O mapa das mudanças internas do Brasil ficou mais nítido, com dados do IBGE mostrando para onde os brasileiros estão indo - e de onde estão saindo.
•Santa Catarina lidera o ganho populacional, com +354 mil pessoas. Depois vem Goiás (+187 mil), Minas Gerais (+106 mil), Mato Grosso (+104 mil) e Paraná (+85 mil).
•Na outra ponta do fluxo, as maiores saídas populacionais no Norte e Nordeste, com o Pará aparecendo com -94 mil, Maranhão (-129 mil), Amazonas (-46 mil) e Bahia (-42 mil).
•No Sudeste, Rio de Janeiro (-165 mil) e São Paulo (-90 mil) também registram saldos negativos em suas populações.
•Partidos enfurecidos porque Lula vetou a correção do Fundo Partidário aprovada no Congresso no final do ano.
•O presidente justificou o veto com a argumentação de que o mesmo "contraria o interesse público e apresenta vício de inconstitucionalidade", já que geraria impacto de R$ 160 milhões.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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