Outro lado: Banco afirma que recebeu confirmação da renúncia da administração, controladoria e demais serviços do fundo no dia 16 de setembro passado, a pedido do próprio Banpará.
liquidação da corretora de fundos Reag, determinada pelo Banco Central, escancarou uma das maiores caixas-pretas do mercado financeiro brasileiro recente. Mais de R$ 300 bilhões administrados por uma estrutura sofisticada de fundos sobre fundos, capaz de ocultar a origem e o destino final de recursos bilionários que acabaram caindo no radar dos órgãos de fiscalização.

Reportagem do jornal “Valor Econômico” revelou que o Banpará investiu R$ 90 milhões no FIDC Rover, fundo administrado pela Reag Trust. O aporte foi feito em duas etapas: R$ 50 milhões em outubro de 2024 e outros R$ 40 milhões em agosto de 2025, pouco tempo antes da deflagração da Operação Carbono Oculto, da PF.
Com a valorização das cotas, o montante chegou a R$ 95,6 milhões ao final de 2025. Formalmente, não há qualquer indício de ilegalidade na operação. Politicamente e institucionalmente, no entanto, a escolha levanta questionamentos.
O incômodo não partiu da imprensa local, tampouco de lideranças políticas paraenses. Veio de dentro do próprio banco. Servidores de carreira do Banpará manifestaram inquietação com o volume aplicado em um fundo administrado por uma gestora já investigada por ligação com esquemas de fraude e crime organizado.
Na versão apresentada sobre os fatos, o Banpará alega que a instituição está entre as vítimas do esquema montado pela Reag/Master, e não conivente, como insinuam algumas pessoas.
A redação da Coluna Olavo Dutra teve acesso à Carta de Renúncia emitida pela Reag, no dia 16 de setembro do ano passado, garantindo a renúncia dos serviços de administração, controladoria, escrituração, custódia e gestão do Rover Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios, a pedido do próprio Banpará.
A iniciativa do Banpará, a se constatar pelos prazos, aconteceu bem antes da liquidação extrajudicial do Banco Master, ocorrida somente em novembro do ano passado, numa demonstração de que o banco estatal não compactua com as irregularidades apoiadas pela Reag tão logo essas se tornaram públicas a partir das investigações.
Na última quinta-feira, 15, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Trust DTVM, empresa que fazia a gestão dos fundos no grupo da Reag Investimentos.
A medida ocorreu um dia depois da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o envolvimento da empresa em irregularidades no sistema financeiro e a atuação de nomes ligados à antiga estrutura da gestora no suposto esquema de fraudes do Banco Master.
As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público apontaram que parte dessa engrenagem teria sido utilizada para lavar dinheiro oriundo de refinarias controladas pelo crime organizado, com destaque para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Reag, segundo o ranking da Anbima de novembro de 2025, administrava R$ 352,9 bilhões e teve um crescimento meteórico: em apenas cinco anos, multiplicou seu patrimônio por quase 14 vezes, saltando de R$ 25 bilhões em 2020 para cifras superiores a R$ 300 bilhões.
O banco argumenta, em documentos internos, que a aplicação no FIDC Rover ampliou a diversificação de ativos e ofereceu retorno atrativo, com rentabilidade-alvo de 130% do CDI e “risco controlado”.
A justificativa técnica pode até ser consistente do ponto de vista financeiro. O problema é político, institucional e, sobretudo, público. Trata-se de um banco estatal, que administra recursos ligados ao desenvolvimento do Pará, apostando dezenas de milhões em um fundo vinculado a uma gestora que hoje simboliza o que há de mais opaco no sistema financeiro recente.
A ausência ao menos de debate por parte dos “fiscais” do Executivo no Estado chama a atenção. Não se trata de acusar previamente o Banpará ou seus gestores, mas de questionar critérios, governança, timing e transparência. Por que um banco público paraense decidiu alocar R$ 90 milhões em um fundo administrado por uma casa que já despertava desconfiança no mercado? Quais análises de risco foram feitas? E, principalmente, por que o tema não mobiliza a mesma atenção no Pará que tem mobilizado nacionalmente os órgãos de fiscalização?
Com a liquidação da Reag, todas as informações antes protegidas pela caixa-preta estão agora à disposição dos órgãos de controle e fiscalização. Quando dinheiro público entra em estruturas privadas de alta complexidade, o mínimo que se espera é luz, e não omissão do poder público que gerencia o suado dinheiro do contribuinte.

• Então, a Venezuela era o Banco Central do Foro de São Paulo?
•Em meio à crise institucional provocada pela liquidação do Banco Master, uma conduta inédita surpreende o País: bancos se uniram contra a intervenção do STF, via TCU, em decisões do Banco Central.
• Alexandre de Moraes (foto) enfiou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal no inquérito das fake news.
• O ministro quer porque quer descobrir quem vazou dados fiscais de integrantes da suprema Corte à imprensa.
•Cerca de 205 mil venezuelanos recebem o benefício do Bolsa família no Brasil. Além deles, 25 mil bolivianos, 14 mil angolanos, 12 mil cubanos e 11,7 mil haitianos, totalizando 331 mil estrangeiros de 211 nacionalidades.
• As rádios na fronteira Brasil–Venezuela ainda mantêm as transmissões de falas antigas de Maduro, mesmo após sua captura por forças americanas.
•A infame fila do INSS já acumula mais de 3 mil quilômetros: "sairia de Chapecó e chegaria até Aracaju, em Sergipe", compara a deputada Carol de Toni, do PL de Santa Catarina.
• A enfermeira Maria Shirley Piontkievicz, que chamou Flávio Dino de “lixo” num voo comercial, se tornou ré no STF em inquérito de Moraes.
•Vai responder pelos crimes de injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança do transporte aéreo, tudo sob absoluto sigilo.
•Curitiba regulamentou a internação involuntária de dependentes químicos, com critérios técnicos e objetivos quando houver risco da própria pessoa ou a terceiros.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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