Prefeito de Ananindeua enfrenta dificuldades para construir aliança ampla entre campos políticos distintos, movimento visto com ressalvas no tabuleiro eleitoral.
omo em toda equação política, a formação do cenário eleitoral paraense de 2026 envolve variáveis que vão além da vontade dos atores em campo. No caso do prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, do PSB, pré-candidato ao governo do Estado, o desafio passa por prazos apertados e condições impostas nas negociações.

O calendário é um fator central. A janela de migração partidária, com prazo até 3 de abril, deve definir os principais movimentos de filiação e composição. Nesse contexto, o deputado estadual Rogério Barra, do PL, atua como um dos articuladores de uma eventual aproximação entre Daniel e o PL. A construção, porém, depende de ajustes internos e de consenso entre lideranças.
Um dos pontos mais sensíveis envolve o deputado federal Éder Mauro, do PL. Nos bastidores, é ventilada a possibilidade de rearranjos que incluiriam sua candidatura ao Senado, hipótese que encontra resistência em seu entorno político.
Aliados do parlamentar apontam cautela diante de um cenário considerado competitivo, especialmente no que diz respeito à preservação de capital político e mandato. Também se avalia que mudanças desse porte podem impactar o posicionamento do partido no Estado.
Com forte identificação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, Éder Mauro mantém influência no campo conservador, o que amplia o peso de qualquer decisão no desenho eleitoral.
Para Daniel Santos, a equação passa pela tentativa de ampliar alianças sem comprometer bases já consolidadas. Interlocutores citam, nesse contexto, possíveis movimentos envolvendo a deputada federal Alessandra Haber como parte de uma estratégia de equilíbrio político. A articulação conduzida por Rogério Barra, segundo relatos, tem gerado divergências internas, sobretudo diante dos diferentes interesses em jogo e das incertezas do cenário.
Fontes da coluna indicam que conversas com siglas como PSDB, Republicanos, PSD e Podemos não teriam avançado, o que reduz as alternativas para uma composição mais ampla. Permanecem no radar partidos como Avante e Novo, ainda em avaliação.
No plano nacional, interlocutores relatam desconforto em setores do PSB com movimentos considerados desalinhados à estratégia da legenda, que integra a base do governo federal. Também circularam informações sobre tentativas de aproximação com o deputado federal Celso Sabino e o prefeito de Marabá, Toni Cunha, sem confirmação oficial dos citados. As tratativas envolveriam composições majoritárias dentro de um esforço de viabilização eleitoral.
Por outro lado, há indicativos de avanço em articulações regionais. O prefeito de Oriximiná, delegado Fonseca, do PRD, é citado como possível aliado em negociação que incluiria espaço na chapa majoritária. Os termos, no entanto, seguem em construção.
Diante desse quadro, a equação política permanece aberta. Entre prazos, condições e resistências, a montagem do tabuleiro eleitoral no Pará ainda depende de convergência - elemento que, até aqui, segue indefinido.

•A quem interessar possa: o ex-governador Simão Jatene (foto), que andava quedo e mudo para se dedicar a interesses pessoais e da família, voltou a pensar em... política.
•Está em estado meditativo há dias, de olho no calendário eleitoral - e na data de 3 de abril, principalmente - fronteira da acomodação -, pressionado por terríveis tentações de época.
•Há duas semanas, ex-servidora da Prefeitura de Belém, em processo de aposentadoria, tentava receber um documento importante para complementar o processo.
•Há duas semanas, ela foi avisada que a Segep-Segov, antiga Semad, não tinha papel para imprimir nem o número de protocolo.
•Duas semanas depois, a ex-servidora retornou e a situação era a mesma: sem papel para imprimir. Sem paciência, se prontificou a comprar o papel para receber o documento.
•Em poucos segundos, alguém conseguiu o papel. O que deixa a todos perplexos é que a Secretarias, que dividem com outras um prédio na travessa 9 de Janeiro com Gentil Bittencourt, são justamente as que tratam desses casos junto aos servidores.
•A Prefeitura de Belém informa que a reforma do centenário Cine Olympia seria entregue neste mês. Menos verdade.
•Apesar de as obras estarem bem avançadas, a parte dos fundos do cinema continua como era antes do início dos serviços. Observadores estimam que a reforma não será entregue nem em abril, mês do aniversário do cinema.
•Comentário de um radialista que fez o apresentador do programa Band Sports cair na gargalhada, ao vivo: “O Remo está na Série A, mas tem mais de 30 anos que o time não vence na competição”.
•Depois de 22 anos fora do calendário mundial, a MotoGP voltará a ter uma etapa no Brasil. O GP do Brasil está previsto para entre 20 e 22 de março deste ano, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia.
•A última corrida da categoria no País foi realizada em 2004, no circuito de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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