Intervenção paralisa serventia extrajudicial, deixa população sem atendimento e levanta suspeitas sobre acordos informais entre cartórios da região.
população de Tracuateua e de municípios do entorno segue desassistida dos serviços da serventia extrajudicial local desde a intervenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que afastou o oficial registrador Antônio Pereira da interinidade do Cartório de Único Ofício do município. O problema é que, apesar do afastamento, a solução administrativa não veio: a tabeliã Natália Benvegnú, indicada para assumir a interinidade, até agora não tomou posse efetiva.

O resultado é um cartório de portas fechadas, sem atendimento à população, que passou a ser obrigada a buscar serviços notariais e de registro em cidades vizinhas, como Bragança e Capanema - deslocamentos que implicam custos, perda de tempo e dificuldades adicionais, sobretudo para quem depende de serviços básicos como registros civis, escrituras e autenticações.
Nos bastidores do meio jurídico, circula a informação de que haveria um acordo verbal - “de boca”, como se diz - entre o oficial afastado e a tabeliã designada. A versão aponta para a manutenção deliberada do cartório fechado, empurrando a demanda para serventias vizinhas que estariam sob influência direta dos próprios envolvidos: Bragança, onde Antônio Pereira é titular, e Capanema, vinculada a Natália Benvegnú.
Se confirmada, a prática escancara uma situação grave: a população de Tracuateua transformada em refém de um arranjo informal que ignora a função pública da atividade notarial e faz pouco caso da decisão do CNJ, do Tribunal de Justiça do Pará e do interesse coletivo.
O quadro ganha contornos ainda mais sensíveis com a presença de familiares na engrenagem: Alessandra Pereira, apontada como quem efetivamente tocava o cartório; Antônio Pereira Neto, filho do oficial afastado e atual chefe de gabinete do desembargador Ricardo Nunes, no TJ - elementos que, somados, ampliam a necessidade de transparência e providências urgentes.
Enquanto os bastidores se explicam em cochichos, Tracuateua paga a conta. Cartório fechado, direitos represados e uma pergunta que insiste em ecoar: até quando uma decisão do CNJ será neutralizada, na prática, por supostos acordos que ninguém assume - mas todos sentem.
A coluna não conseguiu contato com os personagens citados na informação, mas está aberta a esclarecimentos.

•Secretário-adjunto da Sespa e homem de confiança de Ivete Vaz, Edney Mendes Pereira (foto), perdeu o cargo, passando a ocupar apenas uma assessoria da pasta.
• A Comissão de Saúde da Câmara cobrou ao MEC esclarecimentos sobre cursos de medicina mal avaliados após o Enamed.
•Em meio às críticas aos resultados do Enamed, o Senado analisa uma proposta do senador Marcos Pontes que cria um exame nacional obrigatório para médicos recém-formados.
•O governo pretende enviar ao Congresso proposta para reconhecer o Enamed como exame de proficiência para médicos.
•O Conselho Federal de Enfermagem ampliou oficialmente as atribuições da categoria ao autorizar a prescrição de antibióticos por enfermeiros, com base em protocolos e critérios técnicos nacionais.
•Após receber críticas por não incorporar a vacina contra herpes-zóster ao SUS, o Ministério da Saúde justificou a decisão esclarecendo que a medida foi motivada, além do alto custo, pela oferta limitada de doses.
•O reajuste do piso do magistério virou munição política nos últimos dias. Críticos do governo passaram a afirmar que o aumento faria professores "perderem" dinheiro ao ultrapassar a faixa de isenção do Imposto de Renda.
•Na prática, porém, o IR não incide sobre o salário bruto, mas sobre a base tributável após deduções legais - o que mantém a maioria dos docentes fora da cobrança, mesmo com o novo valor acima de R$ 5 mil.
•MP assinada pelo presidente Lula que eleva o piso do magistério provocou críticas de prefeitos, que apontam impacto de até R$ 8 bilhões nos cofres municipais.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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