Cobertura estrangeira abordou o peso do agronegócio na economia doméstica e as perspectivas para as relações comerciais do País
São Paulo, SP - A um dia do segundo turno das eleições para o Palácio do Planalto, o Brasil ganhou destaque na imprensa internacional neste sábado, 24. Veículos como Reuters, Associated Press (AP), Financial Times, The Guardian e Al Jazeera, entre outros, acompanham a reta final da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com atenção às propostas econômicas, ao custo de vida e ao comportamento dos eleitores.
Além da corrida presidencial, a cobertura estrangeira abordou o peso do agronegócio na economia doméstica e as perspectivas para as relações comerciais do País.
A Reuters destacou o custo de vida, a inflação, os impostos e o poder de compra da população entre os temas que marcaram o debate eleitoral realizado na noite de ontem, na TV Globo, entre os dois candidatos. Em outra reportagem, a agência britânica analisou a estratégia de comunicação digital de Lula e a tentativa de ampliar o diálogo com o eleitorado mais jovem, ressaltando a importância das redes sociais na disputa pela Presidência.
Já a Associated Press publicou um guia sobre o segundo turno brasileiro, reunindo informações sobre os candidatos, os resultados da primeira votação e as principais propostas apresentadas durante a campanha.
O britânico The Guardian ressaltou a mobilização dos eleitores, abordando a participação dos jovens, o risco de abstenção e as iniciativas das duas campanhas para ampliar o comparecimento às urnas. O comportamento do eleitorado também foi destaque do espanhol El País, que analisou o cenário de uma eleição acirrada, as pesquisas de intenção de voto e o funcionamento da apuração eletrônica brasileira.
A Al Jazeera, do Catar, concentrou sua cobertura no confronto de propostas entre Lula e Bolsonaro. Economia, infraestrutura, desenvolvimento regional e gastos públicos apareceram entre os principais temas destacados na matéria de hoje, que reforçou a atenção internacional às possíveis diretrizes da política econômica brasileira a partir de 2027, quando terá início o próximo mandato presidencial.
Para além das urnas, o Financial Times analisou as transformações políticas e culturais associadas à expansão da influência do agronegócio no Brasil. O jornal britânico relacionou o crescimento do setor rural e de movimentos religiosos às mudanças no perfil de parte do eleitorado.
No mesmo sentido, a alemã Deutsche Welle abordou as possíveis consequências do resultado eleitoral para as relações entre o Brasil e a Europa, com menções ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, o fornecimento de matérias-primas estratégicas e as oportunidades de investimentos.
Foto: Divulgação
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
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