Em todo o País, sigla tem 16 diretórios contrários a apoiar o petista na corrida pela reeleição; Norte e Nordeste lideram bases de apoio.
istoricamente marcado por divisões regionais, o MDB tem 16 diretórios contrários a apoiar a reeleição do presidente Lula nas eleições deste ano, segundo levantamento interno da direção nacional. Outros 11 núcleos estaduais são favoráveis à aproximação com o presidente.

Em resposta à fragmentação interna, o partido considera se manter neutro na disputa ao Palácio do Planalto, deixando os Estados livres para decidirem quem apoiar. O discurso do comando partidário evidencia que a prioridade são os palanques estaduais.
O Pará é o Estado que demonstra maior força no processo de reeleição de Lula entre os 11 Estados do Norte e Nordeste que já garantiram palanque para o presidente. Por aqui, o governador Helder Barbalho - cujo irmão, Jader Filho, é ministro das Cidades -, também será candidato ao Senado, mantendo a atual vice, Hana Ghassan, no comando e, por isso mesmo, sem alterar as cartas já colocadas na mesa.
Em entrevista ao site Poder 360, o ministro Jader Filho classificou como “questão de coerência” o partido apoiar o petista, já que comanda pastas de peso no governo. Além disso, Helder Barbalho - ainda que desconverse sempre que possível - segue sendo, ao lado do senador Renan Calheiros, uma das opções preferidas para compor a chapa de Lula como vice nas eleições deste ano.
Segundo um petista com assento no Planalto, Lula é fã da capacidade administrativa de Renan Filho, que comanda uma das pastas com maior volume de entregas. Na estrutura interna do partido, entretanto, o clã Barbalho é mais poderoso, dada a superlativa votação obtida pela sigla no Pará em 2022. Além disso, a entrada do ministro dos Transportes na disputa alagoana é considerada fundamental para impulsionar a reeleição do pai ao Senado, assim como a votação de deputados da sigla.
“Quem falou isso (de ter a vice) foi o Lula, não fomos nós. Ele tratou disso comigo no dia 17 de dezembro, na Granja do Torto”, disse na terça-feira Renan Calheiros, antes de ponderar que precisaria haver um convite formal para que a sigla discuta de fato a possibilidade.
A última vez em que o MDB esteve formalmente com o PT numa eleição presidencial foi no apoio a Dilma Rousseff, com a indicação de Michel Temer para o cargo de vice. Nas ocasiões em que ela concorreu, no entanto, houve dissidências dentro do partido: em 2010, alas minoritárias fizeram campanha para o tucano José Serra, e em 2014 foi a vez de Aécio Neves, também do PSDB, ter o aval de parte da sigla. Logo depois, o impeachment de Dilma marcou o rompimento da parceria - retomada aos poucos, mas com divisões acentuadas, a partir do segundo turno de 2022.
A posição oficial da sigla, contudo, só será definida na convenção nacional, na qual votam parlamentares, presidentes de diretórios e representantes nomeados como delegados. Estados com maior número de votos na legenda computados nas eleições anteriores encorpam a representação interna e ganham poder.
Este ano, emedebistas poderão apoiar Lula, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, ou um terceiro nome, como Ratinho Júnior, do PSD. A hipótese considerada mais provável internamente, no entanto, é que o partido se mantenha neutro.
“Nosso foco é na montagem dos palanques estaduais, respeitando a estratégia eleitoral de cada diretório. Essa é uma característica histórica do MDB”, diz o presidente nacional da sigla, Baleia Rossi. “Por isso, sempre digo: o MDB não tem dono.”
O presidente também terá o apoio dos diretórios do MDB nos quatro Estados em que comanda governos: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Todos os vices desses locais são emedebistas - o que não será mantido este ano, diante de rearranjos regionais.
Maior Estado do País, São Paulo desponta como principal foco de resistência. Tanto que a ministra do Planejamento, Simone Tebet, tende a migrar para o PSB na intenção de disputar o Senado pelo Estado. O prefeito da capital, Ricardo Nunes, é aliado do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e vem defendendo a candidatura de Flávio Bolsonaro.
O alinhamento do MDB com o PT também não é esperado no Rio. Principal figura da sigla, o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis é um dos nomes preferidos da família Bolsonaro. Ele terá nesta semana, no Supremo Tribunal Federal, a retomada do julgamento que pode ou não reabilitá-lo eleitoralmente. Reis está inelegível por uma condenação por crime ambiental.
Com exceção de Dilma em 2010 e 2014, a única eleição em que o MDB apoiou um nome de outro partido foi em 2002, quando indicou a vice de José Serra. Nas demais oportunidades, lançou candidato ou se manteve neutro.

•No escândalo do Master, Dias Toffoli (foto) está tão enrolado que ninguém estranharia se ele contratasse a mulher de Alexandre de Moraes para defendê-lo, ironiza o jurista André Marsiglia.
•Aliás, a fatura da crise no Banco Master bateu à porta dos grandes bancos. Para o Banco do Brasil, essa conta beira R$ 5 bilhões, diz o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Marco Tobias.
•O dinheiro, garante ele, sairá diretamente do caixa do BB para reforçar o Fundo Garantidor de Crédito, pressionado pelos pagamentos bilionários aos investidores após as liquidações de empresas ligadas ao conglomerado de Daniel Vorcaro.
•A saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master não foi um gesto trivial, foi uma necessidade institucional. Quando um processo passa a girar mais em torno do relator do que dos fatos investigados, algo saiu do eixo.
•Em meio a suspeições levantadas pela própria Polícia Federal, vazamentos, decisões controversas e tensão política crescente, manter a condução concentrada nas mesmas mãos seria prolongar o desgaste do Supremo.
•Ainda que os colegas tenham reafirmado a validade dos atos praticados, a crise de percepção já estava instalada.
•Em ano eleitoral, com o Senado prestes a ser renovado e o STF sob escrutínio constante, insistir seria alimentar a narrativa de fechamento corporativo.
•A redistribuição não resolve o ruído, mas impede que ele se torne permanente. Para preservar a credibilidade da instituição, era o mínimo a ser feito. E o feito não podia ter caído em melhores mãos. O ministro André Mendonça combina serenidade e seriedade de forma ímpar.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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