Evento de Fafá de Belém, criado em 2011, completa 15 anos com patrocínio milionário e o status de vitrine política, cultural e econômica do Círio de Nazaré.
“Varanda de Nazaré”, idealizada pela cantora paraense Fafá de Belém, chega à 15ª edição neste Círio, e, como sempre, divide opiniões. Para uns, é expressão legítima de fé e orgulho cultural; para outros, uma celebração cada vez mais distante do povo, financiada por patrocínios milionários e regada a conforto e marketing institucional.

O evento, contudo, tem custo elevado. Este ano, o Banpará destinou R$ 600 mil para o projeto “Varanda de Nazaré 15 anos - Varanda da Amazônia”, com contrato datado de 25 de setembro. O banco justifica o apoio como ação de marketing institucional e “reconhecimento socialmente responsável” ao vincular sua marca a um dos maiores festejos religiosos do mundo.
Os recursos são repassados à produtora Kaiapó Produções Artísticas, sediada em São Paulo, via patrocínio cultural sob inexigibilidade, conforme o regulamento interno do banco e a legislação federal.
Desde a primeira edição, a Varanda mantém laços estreitos com o governo estadual - seja sob tucanos ou emedebistas. Mantida de forma ininterrupta, a média anual de R$ 500 mil em patrocínios soma, em 15 anos, cerca de R$ 7,5 milhões vindos dos cofres públicos.
O espaço, que começou como homenagem à padroeira, tornou-se camarote de luxo. Além da vista privilegiada para a procissão, os convidados desfrutam de bebidas, comidas típicas e mimos como massagens para os “romeiros cansados”.
Desde 2023, o projeto ganhou novo braço: o Fórum Varanda da Amazônia, que busca discutir sustentabilidade, inovação e justiça social. A edição de 2025 tem apoio da UFPA e patrocínio da Hydro, da qual Fafá é garota-propaganda.
Durante o Fórum, Fafá afirmou que a Varanda é “um chamado para que o Brasil e o mundo nos escutem: “sem o amazônida, a floresta não respira. E sem cultura, fé e pertencimento, não há Amazônia viva”, disse a cantora, amarrando fé e discurso ambiental às vésperas da COP30.
A parceria entre Fafá e a UFPA começou em julho, com o evento “Ciência e Vozes da Amazônia – Diálogos em Portugal”, realizado em Lisboa. Em setembro, a série de lives “Conversas de Varanda”, transmitida no YouTube, uniu cultura e ciência para debater a preservação da floresta.
Entre discursos, fóruns e patrocínios, a artista não deixa de lado o que a move: cantar. Fafá entoa seu “Viva Nossa Senhora de Nazaré!” nas passagens da Trasladação e do Círio, mantendo aceso o elo entre devoção, palco e poder.

•O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Chicão Melo (foto), do MDB, anunciou a concessão de um abono especial de Círio para os servidores da Casa.
•A decisão foi tomada após cálculos que indicaram a impossibilidade de adotar a medida no momento. Servidores comemoram o abono.
•A iniciativa reforça o compromisso de manter a Alepa em equilíbrio financeiro e responder às demandas da categoria com transparência. As contas em dia são a principal razão para conceder o abono.
•A 1ª Vara da Infância e Juventude de Belém iniciou a distribuição das tradicionais pulseirinhas de identificação para crianças durante o Círio de Nazaré.
•O gesto ajuda pais, mães e responsáveis a participarem das procissões com mais tranquilidade. As pulseirinhas podem ser retiradas no aeroporto e terminal rodoviário e hidroviário.
•Também haverá distribuição na Trasladação, Círio das Crianças, Círio da Juventude e demais eventos oficiais da festa.
•Para receber a pulseirinha, é necessário apresentar um documento que comprove o vínculo familiar ou a responsabilidade legal pela criança.
•Do Congresso em Foco, sobre o aniversário da Constituição de 1988, que engorda desde o berço: já são 136 emendas arredondando-lhe a cintura.
•Ela bem que tenta entrar em forma - já fez o ciclo completo do Herbalife, foi ao Vigilantes do Peso, tomou Ozempic e, mais recentemente, aderiu ao Mounjaro. Mas não há jejum que resista ao banquete parlamentar.
•A cada nova sessão, os parlamentares lhe servem uma PEC suculenta - algumas com aparência de ambrosia dos deuses, mas que, depois de engolidas, provocam uma indigestão que só uma liminar do STF é capaz de aliviar a azia.
•E assim segue a Carta Cidadã: firme, democrática e com a glicemia nas alturas.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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