Mudança de nome, contratos bilionários e personagem em comum ligam casos sob suspeita na educação pública
que parecia um procedimento burocrático da Secretaria de Educação do Pará pode ser, na prática, a ponta de um enredo bem mais amplo - e sensível. Documentos oficiais mostram que a empresa Sudu Tecnologia Educacional mudou de nome e passou a se chamar Fazer Educação Ltda., mantendo o mesmo CNPJ e contratos ativos com o poder público. A alteração foi formalizada por apostilamento, sem mudança de objeto ou valores. No papel, rotina administrativa; no contexto, um detalhe que conecta uma sequência de contratos milionários em diferentes Estados.

A mesma empresa - agora sob nova identidade - aparece associada a contratos de grande porte no Amazonas, no Pará e, mais recentemente, em Minas Gerais.
No Amazonas, a empresa entrou no radar da Polícia Federal, que realizou operação com busca e apreensão em 2024 para apurar possíveis irregularidades em contratações públicas. Ainda assim, o fluxo de contratos não parou.
No Pará, a empresa manteve relações com a rede estadual de ensino. Em Minas, surge vinculada a um contrato de R$ 348 milhões para fornecimento de livros escolares - atualmente sob questionamento por órgãos de controle.
Os contratos seguem um padrão: grandes aquisições de acervos educacionais; adesão a atas de registro de preços (“carona”); e contratação global, sem detalhamento unitário. Especialistas apontam que esse formato, quando usado em larga escala, pode reduzir transparência e limitar concorrência.
No meio desse percurso, um nome chama atenção: Rossieli Soares. Ele esteve à frente da Secretaria de Educação do Amazonas, onde o modelo começou a ganhar força.
Depois, assumiu a mesma pasta no governo do Estado, onde acabou exonerado. E reaparece agora em Minas Gerais, justamente no Estado onde o contrato mais recente entrou na mira.
Não há, até aqui, imputação direta contra o gestor, mas a coincidência de trajetórias - somada ao padrão de contratações - amplia o interesse público sobre o caso.
O ponto mais sensível está na mudança formal da empresa: sai Sudu e entra a Fazer Educação, com o mesmo CNPJ - e isso indica continuidade jurídica. O que ainda precisa ser esclarecido é a continuidade operacional e societária.
Para além das denúncias, o caminho é objetivo: composição societária antes e depois da mudança; origem e destino dos recursos dos contratos; detalhamento dos preços dos materiais fornecidos; e uso recorrente de atas de outros Estados
“Trocar o nome não interrompe contratos, mas também não apaga histórico”, explica uma fonte ouvida pela coluna. “Quando, porém, a mesma estrutura atravessa Estados, mantém negócios milionários e muda de identidade no caminho, deixa de ser apenas gestão: passa a ser um caso que exige resposta”, esclarece.

•A reitora do IFPA, professora Ana Paula Palheta Santana (foto) visitou, na última quinta-feira, 2, o campus da instituição em Ananindeua.
•O local receberá uma biblioteca, um restaurante universitário e uma quadra poliesportiva. As ações vão beneficiar cerca de 700 alunos e as obras já estão em andamento.
• O campus de Ananindeua será o único do IFPA contemplado pelo MEC com investimentos dessa natureza, na Região Metropolitana de Belém.
•De quinta, 2, até hoje, a Prefeitura de Belém mantém reforço na frota de ônibus da linha São Brás-Mosqueiro. Serão 15 veículos a mais com gratuidade da passagem na Sexta-feira Santa, dia 3, e no domingo, 5.
•Todos os veículos usados no trecho são do modelo geladão e a frota atuará em dois turnos distintos. Na quinta e no sábado, as tarifas serão cobradas normalmente.
•O observatório da Agência Lupa alerta: canais piratas russos estão invadindo o ambiente brasileiro com narrativas favoráveis ao ex-líder Nicolás Maduro e críticas aos EUA.
•A estratégia mira leitores e sistemas de inteligência artificial, os chamados chatbots, que acabam incorporando essa informação como factual e consolidada.
•Entre janeiro e março, foram 6,5 milhões de publicações mencionando Venezuela, Maduro ou Caracas. O relatório da Lupa afirma, ainda, que a intenção é influenciar nas eleições deste ano no País.
•Parauapebas, no sudeste do Pará, passou a integrar a rede de cidades atendidas pelo projeto Conectados, iniciativa da EGP Brasil com patrocínio do Ministério da Cultura via Lei Rouanet.
•Na cidade, as ações de acesso à tecnologia e à inovação têm como sede a Escola Associação Cultural Educacional e Beneficente de Palmares, da rede pública.
•O Hospital Regional de Santarém recebeu, esta semana, um novo aparelho de ressonância magnética, atendendo a uma demanda antiga da região.
•O investimento de R$ 5 milhões do governo do Estado é voltado para o atendimento de uma população de 1,9 milhão de pessoas distribuída em 29 municípios.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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