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Empresário contrata banca de advocacia para a defesa de servidor do grupo

Escritório reúne nomes com passagem por cargos públicos e relações institucionais de destaque no Pará.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 17/06/26 17:00
Empresário contrata banca de advocacia para a defesa de servidor do grupo
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empresário Henrique Nassar, conhecido no meio empresarial paraense pela atuação no setor de estacionamentos, teria contratado o Escritório Centeno, Nascimento, Pinheiro, Almeida & Graim para atuar na defesa de José Carlos Cardoso de Freitas Pinto Júnior, apontado em investigações e documentos empresariais como pessoa vinculada a empresas relacionadas ao grupo econômico do empresário.

 

Dono de estacionamentos tenta defender funcionário ligado ao grupo acusado de supostas irregularidades/Fotos: Divulgação.

A banca reúne profissionais com trajetórias ligadas ao meio jurídico e à administração pública estadual. Entre os sócios fundadores estão Alex Pinheiro Centeno, desembargador; Antônio Graim Neto, chefe de gabinete no TCE; e Leonardo Nascimento, ex-integrante do governo estadual.

Leonardo Maia ganhou notoriedade nacional ao ser alvo da Operação SOS, deflagrada pela Polícia Federal em 2020 para investigar supostas irregularidades na aplicação de recursos destinados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19. A investigação apurou suspeitas relacionadas à aquisição emergencial de respiradores e à destinação de verbas da saúde pública.

Empresas ligadas

De acordo com informações obtidas pela coluna, a contratação do escritório teria como objetivo prestar assistência jurídica a José Carlos Cardoso de Freitas Pinto Júnior, funcionário que aparece como sócio ou representante formal de empresas vinculadas ao universo empresarial de Henrique Nassar desde 2021.

A circunstância chama atenção porque José Carlos é citado como titular formal de pessoas jurídicas associadas ao empresário, condição que costuma despertar interesse de órgãos de fiscalização quando há necessidade de esclarecer a estrutura societária e a efetiva gestão dos negócios.

Até o momento, não há informação pública sobre eventual manifestação do empresário, do funcionário ou do escritório de advocacia acerca das circunstâncias da contratação ou de seu objeto específico. O espaço permanece aberto para esclarecimentos dos citados.

Papo Reto

A situação da secretária-adjunta de Cultura de Belém, Hanna Racquel Ferreira Sosinho (foto), nomeada pelo prefeito Igor Normando em janeiro deste ano, ganha novos capítulos e mais questionamentos. 

•Além do cargo na administração municipal, ela também aparece na folha de pagamento do governo do Estado como chefe de serviços da Polícia Civil, ocupando cargo comissionado com remuneração de R$ 3.011,52.

Somados os vencimentos, a renda mensal se aproxima dos R$ 20 mil. A dúvida que permanece é sobre a compatibilidade legal da acumulação dos cargos e dos respectivos horários.

•Um dado preocupante emerge da Ufopa, em Santarém. Entre janeiro de 2022 e junho de 2025, servidores acumularam cerca de 23 mil dias de afastamento por licença médica. 

Mais grave: a maior parte das ocorrências estaria relacionada a transtornos mentais e comportamentais. 

•Quando adoecem pessoas responsáveis por ensinar, pesquisar e administrar uma universidade, o problema deixa de ser individual e passa a ser institucional.

Para desencanto da equipe econômica do governo Lula, o Senado aprovou a renegociação das dívidas rurais. A conta, como sempre, ficou para discussão posterior. 

•Ministro Dario Durigan afirmou que governo pode recorrer ao STF contra socorro rural. A Fazenda avaliou que a medida abre rombo de até R$ 140 bilhões nos próximos dez anos nas contas públicas. 

Frente Parlamentar da Agropecuária comemorou aprovação do socorro aos produtores rurais e defendeu celeridade da votação na Câmara. 

•Teresa Leitão criticou projeto de socorro aos produtores rurais, afirmando que a medida pode ser "nefasta" para investimentos estratégicos em áreas como educação e saúde. 

Lula vetou integralmente projeto que preservava benefícios sociais para trabalhadores rurais safristas. Na prática, o governo entendeu que as duas políticas não cabiam no mesmo bolso fiscal.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.