Decisão sobre trechos da PA-150 abre debate sobre contrato, prejuízos e interferência política
Duplicação da Alça, Marituba: cruzamento perigoso no acesso Centro-Pato Macho deve ser eliminado pela concessionária/Fotos: Cod.
decisão do governo do Pará de suspender a cobrança de pedágio em cinco praças da PA-150, após identificar falhas em cerca de 30 quilômetros da rodovia, abriu mais do que um problema operacional: escancarou um impasse contratual com potencial de repercussão política e jurídica.
A medida atinge trechos sob responsabilidade da concessionária Rota do Pará, que assumiu a gestão de rodovias estaduais dentro de um contrato de longo prazo. A suspensão vale até que as condições de trafegabilidade sejam regularizadas.
No modelo de concessão, a cobrança de pedágio está diretamente vinculada à prestação adequada do serviço. Ao suspender a tarifa, o governo aciona, na prática, um mecanismo de pressão - mas também levanta uma questão inevitável: quem absorve o prejuízo durante o período sem arrecadação?
Fontes ouvidas pela coluna indicam que o movimento foi recebido com cautela pela concessionária. “Não se pode bater de frente com o governo”, resumiu um interlocutor, em tom de resignação.
Nos bastidores, a leitura é mais dura. Há quem sustente que, ao justificar a suspensão pela precariedade dos trechos, o próprio Estado reconhece que a cobrança começou antes da plena recuperação da rodovia. Se essa interpretação prosperar, o problema deixa de ser apenas técnico e passa a tocar o coração do contrato.
Outro elemento adiciona tensão ao caso. Segundo fontes, houve antecipação de obras - como a duplicação de trecho da Alça Viária, próximo à BR-316 - fora do cronograma original. A intervenção teria sido realizada a pedido do governo, para atender ao fluxo da avenida Liberdade. Na prática, um ajuste operacional com impacto político.
A concessionária afirma que mantém os trabalhos de recuperação e pretende ampliar equipes em campo, com meta de normalizar os trechos até maio - condição necessária para retomar a cobrança.
Enquanto isso, a orientação operacional segue: motoristas devem utilizar as faixas automáticas nas praças.
•Com investimento bilionário previsto e promessa de modernização da malha viária, o programa de concessões entra agora em sua fase mais delicada: a da confiança. Entre contrato, política e execução, o episódio revela um ponto sensível - não basta conceder; é preciso sustentar o modelo na prática.
•O governo apertou o botão e suspendeu o pedágio. A concessionária recuou - e acelerou as máquinas. No meio, ficou a pergunta que ninguém responde em voz alta: quem paga a conta quando o contrato sai do papel antes da estrada ficar pronta?
•No Pará, a concessão já enfrenta seu primeiro teste real. E, como na história, ignorar o terreno costuma custar caro.
•A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra repudiou o uso de fotos das deputadas Duda Salabert e Erika Hilton em álbum de suspeitos da Polícia Civil e determinou apuração pela Corregedoria.
•A aprovação unânime do projeto que criminaliza a misoginia no Senado abriu uma crise na direita. Deputados do PL criticaram duramente o voto favorável de colegas de partido, como Flávio Bolsonaro, e prometeram mobilização para derrubar o texto na Câmara.
•A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que ajusta as regras orçamentárias para viabilizar a futura criação do salário-paternidade.
•O Senado aprovou o Plano Nacional de Educação, que estabelece 19 objetivos estratégicos para o setor até 2036.
•A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe Influenza começa neste sábado, mas só alcançará as regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul.
•Chega a 166 o número de cidades do Sul com escassez de diesel; enquanto ações objetivas do governo não vêm, a tendência começa se espalhar pelo País.
•Acredite, a Finlândia começou a escavar, a mais de 100 metros de profundidade, três megacavernas para armazenar 1,1 milhão de m³ de água a até 140°C e guardar calor do verão para aquecer cidades no inverno.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.