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Crescimento

Indústria brasileira cresce há 3 meses consecutivos e acumula alta de 3,1%

Influências positivas vieram dos produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%), produtos químicos (4,0%) e veículos automotores (1,1%)

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  • Da Redação | Estadão conteúdo
  • 07/05/26 16:00
Indústria brasileira cresce há 3 meses consecutivos e acumula alta de 3,1%

Rio de janeiro, RJ - A alta de 0,1% em março ante fevereiro na produção da indústria foi a terceira expansão consecutiva, acumulando um crescimento de 3,1% no período. O resultado elimina a perda de 2,3% registrada entre setembro e dezembro de 2025, ressaltou André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)


"A indústria tem uma manutenção do comportamento positivo em março", afirmou Macedo. "A magnitude de crescimento é menor do que nos meses anteriores, e não houve disseminação. Embora o setor industrial tenha ficado no campo positivo, observa-se somente oito atividades no campo positivo", ponderou.


Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%), produtos químicos (4,0%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%).


"Somando essas três atividades a gente tem cerca de um terço do setor industrial no campo positivo. Então a gente está falando de um terço do setor industrial com crescimento acima da média", frisou Macedo. "O crescimento concentrado se deu em atividades com peso importante no segmento industrial."


Comparação com o nível pré-pandemia


A indústria brasileira chegou a março operando 3,3% acima do patamar de fevereiro de 2020: 10 das 25 atividades investigadas estão operando em nível superior ao pré-crise sanitária, segundo o IBGE.


Em março, os níveis mais elevados em relação ao patamar de fevereiro de 2020 foram os registrados pelas atividades de outros equipamentos de transporte (23,7%), indústrias extrativas (16,3%), produtos do fumo (13,9%), derivados do petróleo (10,6%), máquinas e equipamentos (8,7%) e produtos alimentícios (6,8%).


No extremo oposto, os segmentos mais distantes do patamar pré-pandemia são vestuário e acessórios (-27,8%), móveis (-21,2%), produtos diversos (-16,3%) e produtos de madeira (-15,6%).


Entre as categorias de uso, a produção de bens de capital está 8,4% acima do nível de fevereiro de 2020. A fabricação de bens intermediários está 6,5% acima do pré-covid. Os bens duráveis estão 7,6% abaixo do pré-pandemia, e os bens semiduráveis e não duráveis estão 1,9% aquém do patamar de fevereiro de 2020.


Foto: Agência Pará

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.