A ideia da Fifa é vender participações minoritárias por meio do novo programa de negócios, avaliado em cerca de R$ 102,5 bilhões
São Paulo, SP - O plano da Fifa de criar uma empresa para gerenciar os direitos comerciais e operacionais das competições que organiza pode resultar em menos equipes na próxima Copa do Mundo, ao menos vindo da Uefa. De acordo com o veículo inglês Sky Sports, os países europeus podem boicotar a edição de 2030 se o plano da entidade seguir em frente.
Não é a primeira vez que a confederação responsável pelo futebol do velho continente entra em rota de colisão com a federação global. Além de diversos embates durante o Mundial na América do Norte, como de seus representantes serem dos poucos contra a reeleição de Gianni Infantino, a ideia comercial já havia sido criticada no começo desta terça-feira, 28.
A ideia da Fifa é vender participações minoritárias por meio do novo programa de negócios, avaliado em cerca de R$ 102,5 bilhões. Seria criado um grupo chamado Fifa Forward Enterprise (FFE), que consolidaria os eventos e operações, mas a governança do futebol permaneceria sobre o controle da entidade.
Para o plano ser aprovado, a federação oferece US$ 10 bilhões (cerca de R$ 51 bilhões) para as 211 filiadas nacionais - e um montante opcional de US$ 20 milhões (R$ 102,3 milhões) já seria dado para casa Associação Membro para projetos especiais do chamado Programa Fifa Fast-Forward (FFFP).
No planejamento divulgado pela Fifa, cada federação ainda receberia US$ 20 milhões no ciclo 2027-2030 (o valor atual é de U$ 8 milhões). Nos seguintes, ganhariam US$ 22 milhões (2031/2034) e US$ 24 milhões (2035/2038).
A Fifa informa que, se criada, a FFE captaria US$ 4,2 bilhões (o equivalente a R$ 21,5 bilhões) ainda este ano para financiar o Fifa Fast-Forward (FFFP). A entidade fala em uma "seleção criteriosa de investidores" a longo prazo, que teriam as participações minoritárias, sem ter domínio sobre a FFE. Os lucros líquidos do braço comercial seriam investidos no desenvolvimento do futebol no planeta.
Mais cedo, a Uefa manifestou-se e disse que o plano "cruza linhas que nunca deveriam ser cruzadas" e que o projeto negocia pontos do esporte que deveriam ser inegociáveis.
"Isso cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar", disse a entidade europeia. "A Uefa leva isso extremamente a sério. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria e todo stakeholder também: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte".
"A alma e governança do futebol não são ativos para negociar, especialmente com zero transparência quanto a quem ganha financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo", completou a Uefa.
O possível boicote à Copa do Mundo será discutido em uma reunião virtual prevista para acontecer nesta semana, antes da Fifa confirmar ou não a criação do programa. A edição de 2030 será sediada em conjunto por Espanha, Portugal e Marrocos.
Foto: AFP
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.