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Investigação

PF mira policial por suspeita de propina sobre dados de ações na Amazônia

A PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão nos estados de Rondônia, Goiás e Alagoas

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  • Da Redação | Estadão conteúdo
  • 12/06/26 16:00
PF mira policial por suspeita de propina sobre dados de ações na Amazônia

São Paulo, SP - A Polícia Federal deflagrou nesta quinta, 11, a Operação Âmbitus, com o objetivo de investigar a atuação de um grupo suspeito de corromper um policial da própria corporação para obter informações sigilosas sobre ações de fiscalização ambiental na região amazônica.


A PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão nos estados de Rondônia, Goiás e Alagoas, além de um mandado de prisão preventiva. A Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e valores no montante de R$ 22 milhões.


A investigação teve origem em informações obtidas durante operações de combate ao garimpo ilegal e aponta que integrantes da organização criminosa teriam recebido antecipadamente informações sobre ações policiais e fiscalizatórias, ‘permitindo a adoção de medidas para dificultar a atuação do poder público e assegurar a continuidade das atividades ilícitas’.


Entre os alvos da Operação Âmbitus está um servidor público federal, ocupante do cargo de policial federal, suspeito de repassar informações sensíveis em benefício da quadrilha.


A PF também investiga supostos crimes de lavagem de dinheiro, mediante a utilização de empresas e outras estruturas destinadas à movimentação e ocultação de recursos oriundos do garimpo clandestino.


Os investigados poderão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.Segundo a PF, a investigação ainda vai ter sequência para identificar ‘todos os envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos’.


Foto: Divulgação/PF

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.