Ata oficial da Federação confirma deputado e autoriza até mudanças posteriores na coligação, dependendo de Helder.
Festa do MDB no Mangueirinho demonstrou força de Helder e Hana, mas ausência do anúncio do vice contrariou setores do PT/Fotos: Divulgação.
divulgação da ata eletrônica da convenção estadual da Federação Brasil da Esperança - PT, PCdoB e PV -, não por coincidência, dia da convenção do MDB, tornou oficial aquilo que o MDB preferiu deixar em suspenso. O documento homologou, por unanimidade, o deputado estadual Dirceu Ten Caten como candidato a vice-governador na chapa da governadora Hana Ghassan, além de confirmar os nomes de Helder Barbalho, do MDB, e Francisco Melo Filho Chicão, do União Brasil, para o Senado.
Poucas horas depois, entretanto, a convenção do MDB oficializou apenas a candidatura de Hana ao governo, sem anunciar o companheiro de chapa. O silêncio alimentou especulações, mas também reforçou uma percepção crescente entre dirigentes e observadores: a definição política pode já estar tomada, faltando apenas o momento considerado mais conveniente para torná-la pública.
O documento da Federação ajuda a compreender esse cenário. Além de homologar Dirceu Ten Caten como candidato a vice, a convenção delegou amplos poderes à Executiva Estadual para conduzir as negociações da coligação, inclusive promovendo alterações posteriores na composição partidária e, se necessário, nos próprios nomes da chapa majoritária.
Nos bastidores, fontes ouvidas pela coluna afirmam que o desfecho da negociação passou, nas últimas horas, pelo Palácio do Planalto. Segundo essas informações, o ex-governador Helder Barbalho teria conversado, na sexta-feira, com o presidente estadual do PT, senador Beto Faro, comunicando que o anúncio do vice não seria feito durante a convenção do MDB. A interpretação predominante entre interlocutores das duas legendas é que a decisão buscou preservar o calendário político da aliança, sem expor publicamente a influência exercida por Brasília nas tratativas.
Aliados lembram que Helder mantém uma relação de absoluta confiança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dificilmente criaria um impasse em torno de uma indicação considerada estratégica pelo governo federal. Por isso, entre os próprios participantes das negociações, prevalece a avaliação de que a questão está politicamente pacificada, restando apenas a formalização do anúncio.
Outro detalhe chamou atenção durante a convenção do MDB. Antes do encerramento do evento, a cúpula do PT, liderada por Beto Faro, deixou o local discretamente, embora fazendo declarações sobre a antiga parceria com Helder Barbalho.
O gesto foi interpretado por participantes como um indicativo de que o partido já havia cumprido sua parte no acordo. Afinal, a Federação Brasil da Esperança já oficializou, em documento encaminhado à Justiça Eleitoral, a indicação de Dirceu Ten Caten para a Vice-Governadoria.
Enquanto o MDB optou por adiar o anúncio, o PT preferiu registrar sua posição em ata. Agora, a expectativa política concentra-se sobre Hana Ghassan e Helder Barbalho, de quem se aguarda apenas a confirmação pública de uma decisão que, nos bastidores, muitos já tratam como consumada.
Há setores do PT, porém, insatisfeitos com a estratégia do MDB. No final da noite de ontem, a coluna recebeu a nota abaixo, como notícia, revelando essa postura, conforme o título e o texto que publicamos abaixo, na íntegra:
A disputa entre PT e Avante pela indicação do candidato a vice-governador na chapa de reeleição da governadora Hana Ghassan, do MDB, ganhou um novo capítulo neste sábado, 1º, em Belém. A Federação Brasil da Esperança - formada por PT, PCdoB e PV - oficializou o deputado estadual Dirceu Ten Caten para o cargo e concedeu à Executiva Estadual de sua Federação poderes para rever inclusive a participação na coligação. O Avante, por sua vez, manteve formalmente a reivindicação da vaga para um filiado do partido, enquanto o MDB deixou a definição para negociação posterior entre sua direção e as demais legendas aliadas.
O ponto de maior tensão está na parte final da ata da Federação. Além de homologar Dirceu Ten Caten como candidato a vice de Hana, o documento autoriza a Comissão Executiva Estadual a “praticar todos os atos necessários” à formalização das decisões da convenção. Os poderes incluem realizar novos entendimentos sobre a chapa, substituir candidatos majoritários e, se necessário, deliberar em sentido contrário à coligação aprovada, com a retirada ou inclusão de partidos e federações.
A cláusula não representa um rompimento com o MDB, mas preserva formalmente para a direção da Federação a possibilidade de rever sua estratégia caso Dirceu não seja confirmado. A redação também permite substituir os nomes definidos para cargos majoritários e tomar novas decisões diante de fatos que motivem mudança na tática eleitoral.
A posição contrasta com a convenção do MDB. O partido aprovou a candidatura de Hana Ghassan à reeleição, mas decidiu não escolher o vice naquele momento. A definição foi delegada à Comissão Executiva Estadual do MDB, em conjunto com os demais partidos da coligação e dentro do prazo eleitoral.
A indefinição também marcou o ato político realizado neste sábado no Mangueirinho. A convenção pública oficializou Hana para o governo e Helder Barbalho e Chicão para as duas vagas ao Senado, mas não anunciou o candidato a vice.
O Avante adotou uma solução intermediária. A ata da legenda aprovou que a vaga de vice seja ocupada por um filiado do partido e delegou ao presidente estadual a escolha do nome, de acordo com as negociações internas da coligação. O documento, porém, apresenta o deputado Josué Paiva - nome defendido publicamente pelo Avante e por setores evangélicos - como candidato à Assembleia Legislativa. A inclusão na chapa proporcional indica um recuo de sua candidatura à vice, embora o partido continue reivindicando formalmente a vaga a um de seus filiados, sem indicar que nome seria.
Nos dias anteriores às convenções, as duas legendas haviam transformado suas pretensões em atos públicos. O PT anunciou em suas redes, dia 24 de julho, que haviam concluído o “entendimento político” com o MDB de composição da chapa majoritária, com Dirceu Ten Caten confirmado com candidato a vice-governador. Dois dias depois, o Avante apresentou Josué Paiva como pré-candidato, destacando sua ligação com as igrejas evangélicas e sua representação política no oeste paraense.
A formalização de Josué como candidato a deputado estadual reduz o conflito em torno de seu nome, mas não encerra a disputa partidária. Pelas atas, há três decisões diferentes: a Federação apresenta Dirceu como vice e mantém poderes para rever a coligação; o Avante exige que a vaga fique com a legenda, sem definir outro nome; e o MDB adia a negociação com os aliados e a decisão final sobre quem acompanhará Hana Ghassan na chapa governista.

•Enquanto a direção estadual trata a vice de Hana Ghassan como praticamente assegurada ao deputado Dirceu Ten Caten, começam a surgir vozes do próprio PT pedindo cautela.
•Em postagem nas redes sociais, o filiado Charles Alcântara (foto) afirmou que o partido não deveria "se submeter ao acotovelamento" nem correr o risco de um constrangimento público, defendendo respeito ao tempo e à convenção do MDB.
•O recado expõe que o discurso de unidade está longe de ser consenso entre os petistas.
•Antes mesmo de começar a convenção do MDB, no sábado, em frente à Arena Mangueirinho, já circulavam materiais de campanha com nomes de candidatos e respectivos números de urna.
•A legislação eleitoral proíbe a divulgação desses números antes da homologação das candidaturas nas convenções. Pelo visto, havia quem já conhecesse o resultado antes da festa terminar.
•Depois dos búfalos passeando pela pista e obrigando motoristas a reduzir a velocidade, a recém-inaugurada avenida Liberdade volta a chamar atenção por outro motivo.
•Uma lontra morreu atropelada ao tentar atravessar a via, nas proximidades da avenida Perimetral. A nova estrada começa a cobrar um preço alto pela fauna amazônica.
•A prisão de João Pedro Santos, acusado de matar Dayse Diniz, de 25 anos, em Santarém, expõe uma pergunta incômoda: como um condenado por feminicídio em Uruará conseguiu voltar às ruas, permanecer foragido e fazer outra vítima?
•O problema não é apenas o criminoso, mas um sistema que falhou duas vezes.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.