Estudo global aponta Manaus como destino tendência para 2026 e quebra expectativa criada em Belém durante Encontro da ONU.
COP ocorreu em novembro. Os investimentos anunciados, as obras estruturantes e o discurso oficial em torno do legado criaram a expectativa de que Belém passaria a ocupar, quase automaticamente, um novo patamar de visibilidade internacional. A lógica parecia simples: sediar o maior evento climático do planeta colocaria a cidade no radar permanente do mundo - inclusive no turismo. Só que não: os dados mais recentes do mercado mostram que essa conversão não é automática.

Relatório global de tendências da Booking.com, uma das maiores plataformas de reservas de hospedagem, voos e serviços turísticos do mundo, projeta os destinos mais buscados para 2026 e aponta Manaus como principal referência da Região Norte. Belém não aparece entre os destinos tendência.
O dado não invalida a importância da COP30, nem apaga seus efeitos institucionais, políticos ou ambientais. Mas introduz um elemento incômodo na discussão: visibilidade global e consolidação turística não caminham no mesmo ritmo.
Diferentemente de discursos institucionais, rankings como o da Booking.com se baseiam em comportamento real do viajante: buscas, intenção de viagem, reservas efetivadas e padrões de consumo. É o termômetro do desejo, não da promessa.
O estudo projeta tendências para 2026 com base em dados consolidados e indica para onde o turista internacional pretende ir - não por razões simbólicas, mas por percepção de experiência, narrativa clara, oferta estruturada e imagem urbana assimilável. Nesse recorte, Manaus aparece como destino consolidado de experiências amazônicas. Belém, ainda não.
O destaque de Manaus não é episódico. A cidade há anos se apresenta ao mercado internacional com um produto turístico identificável: floresta, rios, biodiversidade, cultura local e uma narrativa coerente com a ideia de Amazônia que o mundo consome. Há continuidade. Há previsibilidade. Há expectativa atendida.
O estudo da Booking não aponta causas políticas nem faz juízo de valor. Apenas registra que, para o viajante global, Manaus já está no imaginário como destino desejável - e Belém ainda não entrou nesse circuito.
Em Belém, a COP30 concentrou investimentos, discursos e expectativas. Obras urbanas, requalificação de áreas, intervenções na mobilidade e a promessa de reposicionar a cidade internacionalmente foram apresentadas como legado. Criou-se, ainda que de forma implícita, a ideia de que o evento funcionaria como atalho para o turismo global.
O relatório da Booking indica que o mercado não funciona assim. Eventos atraem delegações, destinos atraem turistas. A diferença é menos política e mais estrutural.
Grandes eventos produzem picos de visibilidade. O turismo internacional, porém, opera em ciclos mais longos, com decisões tomadas a partir de reputação, experiência acumulada e leitura de risco. Não basta ter sido sede. É preciso permanecer interessante depois que os holofotes se apagam.
O estudo não sugere fracasso, mas descompasso de tempo: enquanto Belém ainda vive o pós-COP, Manaus colhe uma trajetória construída antes - e fora da lógica de evento.
O dado mais revelador do relatório talvez não seja a ausência de Belém, mas a presença de Manaus. Ele mostra que o Norte está no radar do turismo global - apenas não da forma como se imaginou localmente. O mundo não rejeitou a região - apenas escolheu aquilo que já reconhece. Isso desloca o debate do campo da crítica política para o da estratégia: como transformar visibilidade institucional em desejo turístico? Como sair do evento e entrar no mercado?
A COP passou. O que vem depois é menos épico, menos fotogênico e muito mais determinante. É no pós-evento, longe dos discursos e das delegações, que cidades se afirmam como destino - ou desaparecem do mapa do viajante. Não custa repetir: o ranking da Booking não fecha portas, apenas mostra que elas não se abrem sozinhas. E talvez essa seja a principal lição do pós-COP: o mundo até veio a Belém. Mas ainda não ficou.

•É fake a informação que circula na rede social desde ontem sobre uma suposta manifestação de solidariedade da vice-governadora Hana Ghassan (foto) à prefeita de Marituba, Patrícia Alencar no seu mais recente caso amoroso.
•Deve ter sido coisa de robô seja lá de quem for. Hana não disse, mas deve ser do tipo que segue a regra segundo a qual “em briga de marido e mulher...” - noves fora sua reconhecida consideração a Patrícia.
•O navio MS Artania cancelou a escala em Belém prevista para 12 de fevereiro, após alteração exigida no local de atracagem, o que gerou aumento significativo de custos e inviabilizou a permanência da cidade no roteiro.
•A agência de receptivo informou que a operação foi cancelada pela operadora, mesmo após confirmação prévia. Desde que o Porto de Outeiro foi reinaugurado, as empresas de cruzeiro têm reclamado dos altos custos no novo local.
•Quanto maior o gasto e o endividamento do governo, mais o Banco Central precisa elevar a taxa de juros para controlar a inflação e a demanda de produtos e serviços na economia. Sendo assim, para onde caminha a tal Selic no Brasil?
•A atual taxa de 15% tem inviabilizado negócios para empresários e diminuído o poder de compra das pessoas, retroalimentando a tendência para um quadro que os economistas chamam de "estagflação".
•No governo anterior, lulistas demonizaram a taxa média Selic de pouco mais de 6%, então inflada com os seríssimos impactos dos gastos com a pandemia...
•Enquanto isso, o ministro do Tribunal de Contas da União Aroldo Cedraz, validou o repasse de R$ 1 milhão à escola Acadêmicos de Niterói, que levará para avenida samba-enredo homenageando Lula.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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