Iniciativa que valoriza a educação ambiental e a preservação das espécies mobilizou moradores, estudantes e instituições parceiras
Belém, PA - A Área de Proteção Ambiental (APA) do Lago de Tucuruí, no Sudeste paraense, recebeu uma grande mobilização pela conservação da fauna amazônica, com a soltura de cerca de 7 mil filhotes de quelônios em comunidades ribeirinhas dos municípios de Nova Ipixuna e Itupiranga. A ação integrou a “Jornada Ecopedagógica de Soltura de Filhotes de Quelônios da Amazônia”, iniciativa que alia educação ambiental e preservação das espécies.
As atividades ocorreram entre os dias 16 e 19 de abril, envolvendo diretamente quatro comunidades da APA. A primeira soltura foi realizada na comunidade Pimenteira, seguida por Santo Antonino, Tauiry e Praia Alta Piranheira, consolidando uma programação que mobilizou moradores, estudantes e instituições parceiras em torno da proteção dos rios amazônicos.
O trabalho faz parte do Projeto Quelônios do Sudeste do Pará, desenvolvido desde 2016 com ênfase no manejo e conservação da tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) e do tracajá (Podocnemis unifilis). Em quase uma década, a iniciativa já devolveu mais de 200 mil filhotes ao Rio Tocantins, contribuindo diretamente para a recuperação dessas espécies em áreas de forte pressão ambiental.
Cooperação
A ação é fruto de uma parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), gestor da unidade de conservação, a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), por meio do Núcleo de Educação Ambiental (Neam), e secretarias municipais de Meio Ambiente de Itupiranga e Nova Ipixuna. O esforço demonstra a importância da integração entre poder público, academia e comunidades locais.
A jornada também teve caráter educativo, envolvendo crianças e moradores das comunidades em atividades de sensibilização sobre a importância da preservação dos quelônios e dos ecossistemas aquáticos. As escolas locais serviram de apoio para a realização das programações, reforçando o papel da educação ambiental como ferramenta de transformação social.
Para a coordenadora-adjunta do Projeto Neam-Unifesspa, Cristiane Vieira da Cunha, a soltura desses filhotes representa "não apenas a continuidade de um trabalho científico, mas também o fortalecimento de uma rede de proteção", construída com as comunidades locais. "Cada quelônio devolvido ao rio simboliza um avanço na conservação dessas espécies e na conscientização ambiental das novas gerações”, diz a coordenadora.
A soltura dos filhotes em seus habitats naturais representa um passo importante na luta contra a redução dessas espécies, historicamente ameaçadas pela caça predatória e degradação ambiental. Em regiões com elevada antropização (modificação pela ação humana), como o entorno do Lago de Tucuruí, iniciativas como essa são fundamentais para garantir o equilíbrio ecológico.
Foto: Divulgação
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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