Polícia Federal expõe o método nacional e acende alerta na bancada do Pará Na pressão, governo quebra monopólio da travessia do Marajó, mas atropela rito Supremo determina afastamento de dois conselheiros nomeados sem concurso no TCM
Precaução

Vai curtir o carnaval? Cuidados com o álcool, alimentação e ISTs são essenciais

É preciso cautela para que problemas como ressaca, intoxicação e o risco de contrair HIV não transformem a folia em pesadelo

  • 663 Visualizações
  • 28/02/25 16:00
Vai curtir o carnaval? Cuidados com o álcool, alimentação e ISTs são essenciais

Belém, PA - O carnaval é um período de encontros entre amigos e familiares para pular nos blocos de rua e se divertir. O consumo de bebidas alcoólicas é tradição na folia, mas deve ser usufruído com moderação e responsabilidade. O exagero pode levar à inconsciência e à desidratação, além de ressacas e intoxicação.


As bebidas alcoólicas podem ter efeitos imediatos e a longo prazo, dependendo da quantidade. Embora a embriaguez cause perdas de equilíbrio e consciência, esses não são os únicos sintomas. De acordo com Amanda Tompson, responsável técnica da Clínica-Escola de Nutrição da Universidade da Amazônia, Unama, beber sem controle pode ter consequências mais graves.


"É importante não exagerar no consumo dessas bebidas, principalmente se estiver sem companhia. O álcool é uma droga inibidora potente e pode deixar uma pessoa inconsciente. E a mistura não deixa mais embriagado, mas potencializa os efeitos se consumido de forma imoderada", explica.


Para evitar ressacas prolongadas e intoxicações alcoólicas, como vômito e dores estomacais, a nutricionista aconselha cuidados com a alimentação antes e depois da folia. "Beber em jejum acelera os efeitos do álcool. Então é interessante ter uma dieta balanceada com a presença de muitas fibras. Também é fundamental que os foliões bebam muita água e deem preferência a alimentos ricos em água, como frutas e legumes", orienta.


ISTs e a prevenção ao HIV


O Carnaval também aumenta a preocupação com a transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), especialmente o HIV, que pode ser combatido com o uso de preservativos. Em paralelo, a população também pode fazer uso da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) - duas estratégias eficazes na prevenção específica ao vírus.


A PrEP é um método preventivo que consiste no uso do medicamento antirretroviral para reduzir o risco de infecção pelo HIV. É indicada para pessoas que se expõem frequentemente a situações de risco, como profissionais do sexo, casais sorodiferentes, quando um dos parceiros vive com HIV e o outro não, e para quem tem múltiplos parceiros sexuais.


Já a PEP é uma medida de emergência para quem teve um possível ou conhecido contato com o vírus, seja por uma exposição insegura, relação sexual desprotegida, rompimento de preservativo ou acidente com material biológico. O tratamento deve ser iniciado em até 72 horas após a exposição. Quanto mais cedo for iniciado, maior a eficácia.


O uso da PEP é indicado para quem teve uma relação de risco, como quando o preservativo estoura durante a relação, ou mesmo para profissionais de saúde que sofreram acidentes com material biológico.


As UPAs e os Prontos-Socorros de muitas cidades realizam esse atendimento. Em Belém, o Centro de Atenção à Saúde em Doenças Infecciosas Adquiridas (Casa Dia) e o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), também disponibilizam o serviço.


Foto: Divulgação/Pref. SP

Mais matérias Cidades

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.