Retomada da indústria petrolífera venezuelana, sob influência dos EUA, expõe o custo estratégico da demora brasileira em licenciar a Margem Equatorial e ameaça investimentos decisivos para o Norte e Nordeste
A partir do cenário atual, é razoável concluir que os Estados Unidos caminham para exercer influência decisiva - direta ou indireta - sobre as imensas reservas de petróleo da Venezuela, estimadas em mais de 300 bilhões de barris de reservas provadas, as maiores do mundo.
O que até então se configurava como uma indústria estagnada, marcada por forte restrição operacional, isolamento tecnológico e, em muitos casos, quase clandestinidade, tende a passar por um processo acelerado de reestruturação e retomada.
Com a entrada do capital, da tecnologia e da governança associadas às grandes empresas norte-americanas e seus parceiros internacionais, a indústria petrolífera venezuelana deverá renascer de forma pujante, com a presença de múltiplos players, ampliação da capacidade produtiva e maior previsibilidade regulatória.
Esse movimento, contudo, traz impactos diretos e imediatos para o Brasil. Em especial, compromete de maneira significativa a atratividade de novos investimentos na Margem Equatorial Brasileira. O custo estratégico da prolongada demora do país - notadamente do Ibama - em licenciar as atividades exploratórias, atraso que ultrapassou 12 anos, começa agora a se materializar de forma concreta e onerosa.
Os recursos que poderiam ter sido direcionados ao Brasil, considerando o baixo risco geológico, a elevada atratividade econômica e a garantia de produção por várias décadas, tendem a migrar para a Venezuela e para o Caribe, regiões que passam a oferecer maior segurança regulatória, rapidez decisória e retorno mais imediato ao capital investido.
A história é pedagógica: o capital global da indústria de petróleo se movimenta em direção às áreas com menores riscos e maiores ganhos. Nesse contexto, o país corre o risco de perder uma janela estratégica histórica, principalmente para desenvolvimento dos estados do Norte e Nordeste do Brasil.
Foto: Reprodução/Bloomberg
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*Antônio Batista Ribeiro Neto é professor D.Sc.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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