Suposta perda de dados e paralisação do 2º Ofício provocam sobrecarga em outras serventias, levantam suspeitas de omissão institucional e ampliam tensão nos bastidores da sucessão da Anoreg.
que começou como um problema interno em um cartório do nordeste paraense já ganhou contornos de crise institucional no sistema extrajudicial do Estado. A suposta perda de dados e acervos do Cartório do 2º Ofício de Capanema teria provocado a paralisação de serviços da serventia há dias, gerando efeito cascata no atendimento à população e acendendo um alerta sobre segurança da informação, fiscalização e responsabilidade administrativa.

Segundo relatos que circulam entre operadores do Direito, usuários e integrantes do próprio setor cartorário, a falha teria comprometido o acesso a informações essenciais da unidade, inviabilizando atos e procedimentos básicos. Sem conseguir operar regularmente, o cartório vizinho passou a absorver demanda extraordinária, enfrentando sobrecarga e aumento da pressão por atendimento.
O episódio já é tratado como um dos mais delicados problemas recentes do extrajudicial paraense.
A crise, porém, não se resume ao eventual colapso tecnológico da serventia. O que mais intriga setores do meio jurídico é o silêncio institucional em torno do caso.
Até agora, não houve divulgação pública detalhada sobre a extensão da suposta perda de dados, os impactos ao acervo da serventia, eventuais riscos à integridade documental ou as medidas emergenciais adotadas para recuperação das informações e continuidade dos serviços.
A ausência de esclarecimentos também atinge a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Pará, responsável pela fiscalização das serventias extrajudiciais. Nos corredores do setor, cresce a avaliação de que houve demora na reação institucional diante de um episódio considerado grave.
A situação ganha peso porque o sistema extrajudicial brasileiro opera sob rígidas normas de segurança e preservação de dados, especialmente após os avanços da digitalização dos cartórios.
O caso chama atenção justamente diante das exigências estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça por meio dos Provimentos nº 74 e nº 213. As normas determinam padrões mínimos de tecnologia, segurança da informação, armazenamento, backup, continuidade operacional e preservação de acervos digitais e físicos nas serventias extrajudiciais.
Na prática, os cartórios devem possuir estruturas capazes de garantir recuperação de dados, redundância de sistemas e proteção contra falhas que comprometam o funcionamento da unidade.
Caso a perda de informações e a paralisação sejam confirmadas nos termos relatados, o episódio inevitavelmente abrirá debate sobre cumprimento dessas exigências, mecanismos de fiscalização e eventual responsabilização administrativa.
O ambiente ficou ainda mais tenso após movimentações atribuídas à Associação dos Notários e Registradores do Pará, a Anoreg. Nos bastidores, circula a informação de que haveria tentativa de evitar o aprofundamento das apurações e impedir eventual Processo Administrativo Disciplinar relacionado ao caso.
O episódio explode justamente em um momento politicamente sensível para a entidade, marcado pelas articulações em torno da sucessão da atual presidente, Moema Locatelli Belluzzo. Entre os nomes apontados como favoritos no processo sucessório aparece o da tabeliã Natália Benvegnú, vista nos bastidores do setor como a candidata ungida para a continuidade do atual grupo de comando da Associação.
A coincidência entre a crise em Capanema e a disputa interna aumentou o desconforto no meio extrajudicial, onde parte dos delegatários já cobra maior transparência, respostas públicas e investigação rigorosa sobre o episódio.
Para além da disputa corporativa, o caso atinge um ponto sensível: a confiança pública no sistema cartorário. Cartórios concentram registros patrimoniais, documentos civis, procurações, escrituras, autenticações e atos que impactam diretamente a vida da população. Qualquer suspeita envolvendo perda de dados ou comprometimento de acervos naturalmente produz insegurança jurídica.
Enquanto isso, usuários seguem enfrentando dificuldades, incertezas e demora nos atendimentos em Capanema - mas, até agora, as explicações seguem em silêncio.

•Secretário de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém, Vítor Magalhães (foto) viralizou nas redes após aparecer estacionando uma BMW em vaga destinada a Pessoa com Deficiência.
•A prefeitura correu para explicar: havia uma criança PCD no veículo, o que autorizaria o uso da vaga. Vá que seja. O problema é outro.
•Em 2024, quando disputou vaga de vereador, Magalhães declarou à Justiça Eleitoral não possuir bens. Nenhum.
•Hoje, com salário de R$ 20 mil na gestão Igor Normando, aparece ao volante de uma BMW cujo valor pode variar de R$ 90 mil a mais de R$ 1 milhão.
•Fazendo as contas, se tivesse guardado integralmente os salários dos últimos 15 meses, já daria para comprar, com folga, uma usada 2014/2015.
•A dúvida que bombou nas redes não foi sobre a vaga. Foi sobre a garagem.
•Ex-presidente da Câmara de Capanema, o vereador Pedro Paulo Leão, do MDB, virou alvo de fortes ataques nas redes sociais.
•A principal acusação envolve um contrato de combustível da época em que comandava a Casa: segundo críticos, a Câmara, que teria apenas uma motocicleta Biz na frota, consumiu contrato que chegaria à casa de R$ 1 milhão em combustíveis.
•Mas Paulinho, como é conhecido nos bastidores políticos, não adotou postura discreta. Articulado e dono de boa oratória, partiu para o contra-ataque político e digital.
•Natural de Belém, Pedro Paulo tem origem nos movimentos de base e sociais da capital.
•Nos anos de juventude, circulava nos chamados “núcleos” e comitês políticos ligados ao PT, especialmente durante o período em que o partido expandia sua militância comunitária em Belém.
•Era figura conhecida em reuniões e debates - sempre disposto a disputar um microfone.
•A mudança de rota veio após a eleição de 2002, quando Simão Jatene, do PSDB, derrotou Maria do Carmo Martins, do PT, na disputa pelo governo do Pará.
•Na ocasião, o empresário Frederico Braun, de Capanema e candidato a vice na chapa petista, convidou Pedro Paulo para trabalhar no município. Ele foi - e nunca mais saiu.
•Hoje, já em seu terceiro mandato como vereador, Pedro Paulo Leão se consolidou como uma das figuras mais conhecidas da política local, agora sob a bandeira do MDB.
•Em Capanema, adversários dizem que ele sabe apanhar. Aliados garantem que sabe revidar ainda melhor.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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