Pentágono reacende debate sobre fenômenos aéreos não identificados. O Pará, porém, registra um dos casos mais intrigantes da ufologia mundial.
uando o governo americano decidiu abrir parte de seus arquivos secretos sobre Ovnis, sexta-feira, 8, muita gente reagiu como se estivesse diante de uma novidade histórica. Vídeos militares, fotos de objetos inexplicáveis e relatórios sem conclusão definitiva voltaram a incendiar a internet e alimentar teorias sobre vida extraterrestre. No Pará, esse filme já passou - e deixou marcas.

Muito antes de o Pentágono admitir oficialmente que existem fenômenos aéreos que não consegue explicar, moradores de cidades paraenses já conviviam com luzes misteriosas, relatos de perseguição noturna e episódios tão estranhos que acabaram mobilizando a própria Força Aérea Brasileira. O caso entrou para a história com um nome quase folclórico: Operação Prato.
Era 1977. Em municípios como Colares e Vigia, o Distrito de Mosqueiro, em Belém, e partes da região metropolitana, moradores começaram a relatar aparições de luzes intensas que cruzavam o céu durante a noite. Até aí, nada muito diferente do que já se ouviu em centenas de histórias ufológicas mundo afora. O problema começou quando surgiram relatos de ataques.
Segundo dezenas de testemunhas, os objetos emitiam feixes luminosos que atingiam pessoas dentro de casa, em barcos ou em áreas isoladas. As vítimas descreviam sensação de fraqueza, tontura, queimaduras e pequenos furos pelo corpo. O fenômeno ganhou rapidamente um apelido popular: “chupa-chupa”.
O medo tomou conta das comunidades ribeirinhas. Pescadores deixaram de sair à noite. Famílias passaram a dormir agrupadas. Em alguns locais, moradores acendiam fogueiras ou soltavam fogos de artifício para tentar afastar as luzes. A situação ficou tão séria que autoridades locais acionaram a Aeronáutica.
A FAB então enviou uma equipe ao Pará para investigar oficialmente os relatos. Nascia a Operação Prato, considerada até hoje uma das maiores missões militares já realizadas no mundo para apurar fenômenos aéreos não identificados.
A operação foi comandada pelo então capitão Uyrangê Hollanda e reuniu fotografias, croquis, mapas, depoimentos e horas de filmagem feitas pelos próprios militares. Parte desse material só seria revelada décadas depois, após pressão de pesquisadores e ufólogos.
Os documentos mostram algo raro nesse tipo de episódio: agentes do Estado registrando oficialmente ocorrências que também não conseguiam explicar com segurança.
Os militares fotografaram luzes, registraram trajetórias e colheram relatos de centenas de moradores. Alguns documentos mencionam objetos de grandes dimensões, movimentos incomuns e episódios observados pelos próprios investigadores durante vigílias noturnas na região amazônica.
Isso não significa, necessariamente, prova de vida extraterrestre, mas significa algo talvez mais desconfortável para governos e forças militares: a admissão de que existem fenômenos aéreos reais cuja origem permanece indefinida.
O caso do Pará virou referência mundial na ufologia justamente porque mistura elementos difíceis de separar: relatos populares, registros militares, sintomas físicos e uma forte dimensão psicológica coletiva.
Especialistas céticos defendem hipóteses variadas - fenômenos atmosféricos raros, histeria coletiva, interpretações equivocadas de luzes naturais ou até experimentos militares secretos. Outros sustentam que o volume de testemunhos e documentos torna o episódio singular demais para ser descartado simplesmente como folclore.
A médica Wellaide Cecim, que atendeu moradores de Colares à época, relatou sintomas como anemia, fraqueza intensa e queimaduras leves em pessoas que afirmavam ter sido atingidas pelos feixes luminosos.
Décadas depois, o tema continua cercado de mistério - e de fascínio. A Operação Prato virou documentário, podcasts, séries de internet e objeto de pesquisa acadêmica e ufológica. Em fóruns internacionais, o episódio paraense frequentemente aparece ao lado de casos famosos dos Estados Unidos e da Europa como um dos eventos mais documentados envolvendo Ovnis.
A diferença entre os anos 1970 e hoje talvez esteja menos no fenômeno e mais na postura dos governos. Durante décadas, autoridades tratavam relatos de Ovnis como paranoia, superstição ou motivo de chacota. Agora, Estados Unidos, Brasil e outros países passaram a admitir oficialmente a existência de ocorrências aéreas sem explicação conclusiva.
Os americanos até mudaram o nome do fenômeno. O velho “Ovni” foi substituído por UAP - Fenômeno Anômalo Não Identificado -, numa tentativa de retirar do debate o estigma dos “discos voadores” e enquadrar o tema como questão de segurança aérea e inteligência militar.
Ainda assim, nenhuma das recentes divulgações americanas comprova a existência de alienígenas. O que elas comprovam é outra coisa: governos possuem registros reais de eventos que desafiam explicações imediatas.
E nisso, o Pará saiu na frente faz tempo. Muito antes de o Pentágono abrir arquivos secretos, comunidades amazônicas já olhavam para o céu com medo - e a Aeronáutica brasileira já tentava entender o que cruzava as noites sobre a floresta.

•Não são somente os fãs da cantora Joelma (foto) que não gostaram de saber que a musa não estará entre as atrações do Pararraiá - O São João da Amazônia, em junho próximo, em Belém.
•O DJ Dinho, que fez o relançamento da tradicional aparelhagem Tupinambá, recentemente, foi à rede social reclamar que nenhuma aparelhagem paraense está entre os convidados do evento.
•Moradores da Ilha de Outeiro pedem a intervenção urgente do poder público, em domingos e feriados, por conta do quebra-quebra dos ônibus.
•A gratuidade no transporte público coletivo em Belém é um benefício que provoca transtornos aos moradores e usuários, em especial na volta da ilha, quando grupos de adolescentes vindos de outros bairros da capital utilizam o transporte gratuito para se deslocar até Outeiro e promovem atos de vandalismo dentro dos ônibus, na volta.
•No feriado do Dia do Trabalhador e no domingo, pelo menos, três ônibus foram vandalizados. Além dos prejuízos materiais, o vandalismo afeta diretamente a população, com atrasos, redução de linhas e veículos recolhidos para manutenção.
•A comunidade também cobra ações preventivas para evitar novos episódios de depredação e violência.
•Com um investimento estimado em R$ 3,6 milhões e execução prevista em seis meses, Belém vai ganhar um novo espaço público inclusivo.
•O governo do Estado anunciou projeto de implantação de um Parque Multissensorial, na avenida Visconde de Inhaúma, voltado à requalificação urbana e criação de um ambiente acessível para todos.
•O destaque será a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista, com espaços planejados para oferecer conforto sensorial, segurança e autonomia.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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