É a pior posição desde 2022 e, segundo especialistas, o tombo deve-se a uma combinação de problemas conjunturais e estruturais
Os dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) são contundentes: o Brasil caiu de 24º para o 64º lugar, ou seja, 40 posições a baixo, no ranking mundial que mede o ritmo da produção global.
É a sua pior posição desde 2022 e, segundo especialistas, esse tombo retumbante deve-se a uma combinação de problemas conjunturais e estruturais. Vejamos:
Em primeiro lugar, não é segredo que temos neste País a maior carga tributária do planeta a sufocar quem tenta produzir.
Por sua vez, a taxa de juros (Selic) elevada - frequentemente acima de 14% nos últimos anos -, contribui inibe o crédito às empresas e restringe o consumo das famílias, elemento vital para retroalimentar a produção.
Enquanto o resto do mundo cresceu 1,1%, os dois e outros fatores geraram o recuo de 0,6% da produção no 2º trimestre de 2025.
Os números da economia brasileira mostram que o crédito ao setor industrial despencou cerca de 60% em 12 anos, reduzindo o fôlego de investimento. Pudera.
Além disso, destaco também a concorrência externa e a valorização cambial, através da entrada maciça de importados (em especial industriais chineses) combinada com a valorização do Real, pressionando as empresas nacionais, que viram suas vendas internas encolherem diante do produto estrangeiro.
Mais ainda: pelo chamado "Custo Brasil", a indústria nacional vem historicamente sendo sufocada por entraves como a baixa inovação.
Os segmentos de alta tecnologia representam menos de um terço da indústria brasileirs, enquanto nos países avançados esse índice gira em torno de 50%.
A taxa de investimento do País, então, ficou em 16,8% do PIB em 2025, muito abaixo dos 20% que os economistas apontam como necessários para uma expansão consistente.
Entre 2024 e 2025, enquanto a indústria global cresceu 3,9%, a nacional ficou estagnada (0% a 0,6%).
Num cenário mais do que enigmático, sobretudo em ano eleitoral, quando o governo segue mais preocupado em "agradar" eleitores do que com o futuro, sabe Deus o que aguarda a nação a partir do próximo ano.
Foto: Divulgação/CNI
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Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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