Vavá Martins muda o domicílio para Marituba e mexe no cenário político Oito Estados reagem ao STF e recriam os penduricalhos; Pará aparece na listagem. Belém recebe três ministros enquanto Caso Sefer segue sem prisão do condenado
Preocupação

Casos de Meningite Preocupam Comunidade Escolar em Mosqueiro

Infectados estão em tratamento no Hospital Barros Barreto, em Belém.

  • 1065 Visualizações
  • 18/11/24 12:14
Casos de Meningite Preocupam Comunidade Escolar em Mosqueiro

Dois casos confirmados de meningite, envolvendo uma criança e um adolescente, mobilizaram a comunidade no entorno da Escola Municipal Remígio Fernandez, no Distrito do Mosqueiro, nesta segunda-feira (18).

A comunidade pede providências à Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), que, segundo informações apuradas pela reportagem junto à comunidade, estaria aguardando um parecer técnico-epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (SESMA). "A principal reivindicação da comunidade é a suspensão das aulas até que tenhamos a garantia de que todos estarão livres de qualquer contágio", afirmou a professora Miriam Sodré, secretária geral do Sintepp Belém, que esteve presente na reunião convocada pelo Conselho Escolar junto com a comunidade.

 

Os infectados, um com meningite viral e outro com meningite bacteriana, estão em tratamento no Hospital Barros Barreto, em Belém.



 

Também presente na reunião, a vereadora Professora Silvia Letícia, coordenadora do Sintepp, afirmou: "Vamos exigir da SESMA um diagnóstico criterioso sobre a exposição da comunidade. É um absurdo que, após uma semana do primeiro contágio, a SEMEC não tenha procedido imediatamente à suspensão das aulas até obter um laudo técnico da SESMA. Quantos casos de meningite mais teremos na escola até que a SEMEC autorize a suspensão das aulas e a profilaxia do ambiente escolar? Vamos exigir da SESMA a imediata vacinação de toda a comunidade. A saúde da população não pode ser negligenciada pela morosidade e pela burocracia da prefeitura de Belém."

 

A crítica da vereadora se dá em decorrência de que, desde o primeiro caso confirmado, as autoridades da educação e da saúde do município têm tratado a situação de forma burocrática, apenas por telefone, mantendo o funcionamento escolar.

 

"Foi preciso a comunidade se mobilizar, fazer abaixo-assinado, expor a situação nas redes sociais e convocar o Conselho Tutelar para que a SEMEC pudesse, no dia de hoje, se mobilizar e informar que estaria enviando uma equipe técnica à escola. Isso aconteceu após uma semana; nunca vi tanto descaso", concluiu a vereadora.

 

Até o fechamento desta reportagem, às 12 horas, a comunidade aguardava na quadra da escola a representação da SEMEC e da SESMA para a definição das providências que serão adotadas.

 

+ Matéria em atualização.

Mais matérias Cidades

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.