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Drones ampliam o olhar das cidades contra dengue, mas Belém fica para trás

Prefeitura não respondeu ao questionamento da coluna sobre o uso ou não do equipamento no mapeamento de pontos específicos da cidade.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 06/09/26 16:00
Drones ampliam o olhar das cidades contra dengue, mas Belém fica para trás
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m dos pontos fundamentais para o combate à dengue é a realização constante de ações de vigilância e prevenção. Esse trabalho envolve o monitoramento do território, a identificação e eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti e a orientação da população, entre outras atividades. Um verdadeiro desafio para as equipes responsáveis pelas ações de controle das arboviroses.

Belém utiliza cerca de 350 agentes municipais de saúde para monitorar a cidade nas ações contra a dengue/Foto: Divulgação.
 Em um município como Belém, com milhares de imóveis, áreas extensas e diferentes características urbanas, manter esse acompanhamento pode ser aprimorado com o auxílio da tecnologia. É aí que entram os drones, utilizados em centenas de cidades com mais de 100 mil habitantes Brasil afora, como ferramenta de apoio ao monitoramento desses municípios.

Silêncio, como sempre

A Coluna Olavo Dutra solicitou informações à Prefeitura de Belém, por meio da Coordenadoria de Comunicação, a Comus, sobre o possível uso ou não do equipamento no trabalho de monitoramento das áreas críticas da cidade, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Ano passado, o município reduziu em mais de 70% o número de casos de 2024, quando a doença matou mais de 6 mil pessoas e infectou cerca de 10 milhões, em todo o País.

Atualmente, os drones, as geotecnologias e as análises de dados apoiam o trabalho de prevenção e controle das arboviroses. A partir de uma visão aérea de grandes áreas, os equipamentos permitem observar o território por uma nova perspectiva, contribuindo para ampliar o alcance do monitoramento e tornar a identificação de possíveis criadouros mais rápida e assertiva.

Clima favorece doença

Com as mudanças climáticas, a multiplicação do Aedes aegypti se tornou mais rápida, intensificando as ameaças. De acordo com Moisés Silva, microbiologista da Universidade Federal do Pará, UFPA, o número de pessoas infectadas na capital paraense só não foi maior em 2024 porque os médicos entenderam como reconhecer e tratar a doença rapidamente.

Atualmente, o trabalho comunitário realizado pelas equipes da Prefeitura de Belém conta com um terço dos mais de mil agentes da Secretaria de Saúde dedicados a reduzir as populações de mosquitos. A estratégia adotada pelos profissionais é a nebulização, que produz uma névoa fina, ao contrário das gotas grandes da pulverização, muito utilizada em todo o Brasil no início dos anos 2000.

Um olhar, várias frentes

O mapeamento aéreo pode ajudar a identificar piscinas, acúmulo de lixo e entulho, materiais expostos e outras situações que podem favorecer a proliferação do mosquito, mas também pode revelar outras situações relacionadas à ocupação e à conservação dos imóveis, gerando informações que podem apoiar diferentes áreas da gestão municipal.

O mais importante, porém, é que esses dados sejam utilizados para compreender melhor o território e apoiar as equipes na definição das prioridades e no planejamento das ações na área de saúde. Belém, no entanto, parece ter ficado para trás nesse quesito. Ou, se o faz, mantem a informação apenas para si.

Papo Reto

Nasceu o Instituto Mosaico Amazônico, o IMA, com sede no distrito de Icoaraci. Segundo seu presidente, José Croelhas (foto), a ideia é unir pessoas, saberes, culturas e iniciativas em favor uma Amazônia mais justa e sustentável.

•A oposição quer investigar Alexandre de Moraes e começa a encontrar governistas pelo caminho. Segundo relatos de bastidores, o Planalto já enxergaria no caso Vorcaro-Moraes um problema eleitoral grande demais para ser ignorado.

Se a investigação ainda render uma vaga no STF, então, o problema pode até ganhar aparência de oportunidade. Em Brasília, convicções são sólidas. Até entrar em jogo uma cadeira no Supremo.

•E Moraes talvez não seja o único a preocupar Lula. Dias Toffoli também aparece nos relatos envolvendo Vorcaro e o Tayayá, enquanto antigas mágoas entre Lula e o ministro são requentadas no noticiário.

O detalhe é que eventual impeachment depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que até agora não demonstra disposição para abrir essa porteira. A oposição pede cabeças, o Planalto observa as cadeiras e Alcolumbre procura a chave do cadeado - aparentemente sem muita pressa de encontrá-la.

•A grande verdade é que o caso Vorcaro-Moraes talvez não decida a eleição presidencial, mas promete incendiar as disputas pelo Congresso, já que candidatos a deputado e senador já perceberam que criticar o STF pode render voto - e devem “subir nas tamancas”.

Por sinal, na retomada dos trabalhos, o STF conseguiu a proeza de não deu um pio sobre o escândalo Vorcaro-Moraes. Nenhuma explicação, nenhuma cobrança pública. Fica a sensação de que suas excelências apostam na memória curta dos brasileiros.

• Antes da sessão presencial do STF, houve até movimentação pela modalidade remota. O receio, segundo relatos, seria de tumulto, ou de encarar cidadãos indignados. Julgar o Brasil de longe, pelo visto, às vezes parece mais confortável do que olhar os brasileiros de perto.

Tentaram incluir André Mendonça no enredo Vorcaro. O ministro confirmou que recebeu o banqueiro e seu advogado para tratar de precatórios - e que negou o pedido. Por cima, apresentou o memorial da reunião. Complicado mesmo é quando o acusado de esconder alguma coisa resolve mostrar os documentos.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.