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Saúde pública

Alerta sanitário acende luz vermelha no Pato Macho, bairro de Marituba

No bairro São João - mais conhecido como Pato Macho -, pelo menos seis casos já foram registrados na unidade de saúde local

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  • 22/01/26 12:00
Alerta sanitário acende luz vermelha no Pato Macho, bairro de Marituba

Marituba, PA - Os serviços de saúde do município de Marituba entraram em estado de atenção diante do aumento de casos de esporotricose, uma infecção causada por fungo que provoca feridas na pele e se desenvolve em condições ambientais específicas. A doença pode afetar humanos e animais, especialmente quando há contato com matéria orgânica contaminada.


No bairro São João - mais conhecido como Pato Macho -, pelo menos seis casos já foram registrados na unidade de saúde local, que comunicou oficialmente as autoridades municipais para adoção de providências. O Instituto Evandro Chagas, instalado na BR-316, tem registrado média de 20 atendimentos por semana relacionados à doença nos últimos meses.


Animais domésticos, como cães e gatos, podem favorecer a circulação do fungo quando infectados. No bairro, há relatos de residências com grande número de gatos, o que amplia o risco sanitário. 


Diante do cenário, a Prefeitura de Marituba montou uma força-tarefa para conter a disseminação. Um animal chegou a ser sacrificado, enquanto outros, também doentes, foram mantidos sob responsabilidade dos donos, que se comprometeram a seguir as orientações dos agentes de saúde.


Segundo informações apuradas pela coluna, há dificuldade de diagnóstico da esporotricose nas unidades básicas, motivo pelo qual foi aberto um fluxo específico de atendimento, com encaminhamento por setores competentes, concentrado às sextas-feiras.


A falta de informação tem gerado preocupação entre moradores. Especialistas alertam que a doença não “vem dos gatos”, como se acredita, mas do contato com o fungo presente no ambiente - os animais podem adoecer e transmitir, mas não são a origem do problema.


Foto: Divulgação

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.