Empresários afirmam que são ignorados pela gestão municipal e alegam que prorrogação no atraso de pagamentos torna atendimentos inviáveis.
ma nova bomba está prestes a estourar no sistema municipal de saúde de Belém. Pelo menos sete clínicas que atendem centenas de pessoas nos bairros e distritos da cidade via convênios com os centros de saúde estão por um fio de encerrar os atendimentos dado o atraso nos repasses que deveriam ser feitos pela Secretária de Saúde de Belém, a Sesma, que não acontecem desde maio.

O dono de uma dessas clínicas entrou em contato com a coluna
para relatar o martírio. O nome - pediu ele - segue em sigilo para que o
castigo se estenda para além do vazio na conta bancária do estabelecimento. De
acordo com a denúncia, estes convênios são pagos por verbas federais que,
segundo o empresário, caem religiosamente todo mês na conta da Prefeitura de
Belém.
O denunciante conta que não entende porque os pagamentos não
são feitos mesmo que o dinheiro esteja em caixa. Do lado da prefeitura, conta
ele, não há conversa. Mensagens são ignoradas e apelos desprezados porque os
representantes da área de saúde e o próprio prefeito Igor Normando,
simplesmente não atendem e não autorizam ninguém a tratar sobre o assunto.
Até mesmo alguns vereadores e deputados estaduais, amigos
desses empresários e com interesse no atendimento à população, já teriam
tentado mediar junto ao Executivo, mas mesmo essas pessoas e toda sua
influência política não conseguiram destravar o nó que está levando os donos
dessas clínicas ao desespero.
O denunciante que procurou a coluna conta que já está indo
para o segundo empréstimo bancário porque não quer deixar de atender - pessoas
que não teriam condições de bancar um tratamento no sistema privado de saúde.
Agora, no final de agosto, a clínica está pagando metade do salário de julho,
cuja folha gira em torno de R$ 80 mil. E isso porque alguns sócios precisaram
“meter a mão no próprio bolso”.
Os repasses para uma dessas clínicas gira em torno de R$ 600
mil mensais. Sem esse recurso, as dificuldades são extremas porque, para além
da folha de funcionários, há os contratos com fornecedores, energia elétrica,
manutenção e tributos que também custam caros e são essenciais para o
funcionamento.
O mais estranho de
tudo, segundo um outro empresário na mesma situação, é saber que o dinheiro
está no sistema da Prefeitura de Belém - chamado de GDOC -, mas o pagamento não
acontece. Ou seja, nesse caso, afirma ele, não dá para dizer que o calote é fruto
da falta de recursos. O Ministério da Saúde já teria sido notificado por alguns
desses empresários, mas não se manifestou até o momento.
Nunca é demais lembrar que a mesma estratégia de asfixia
financeira já foi usada pela gestão Igor Normando para pôr fim a convênios
firmados com algumas OSs que gerenciavam UPAs em Belém. Com a saída dessas
empresas, outros empresários assumiram o trabalho e os atendimentos seguiram
sem que o valor devido aos antecessores fosse pago. O caso se arrasta na
Justiça numa novela cujo enredo parece longo e sofrível.

• Quem manda nos votos em Tailândia? Explica-se: Lauro
fechou com Iran Lima. O ex - Macarrão (foto) -, contrariado, decidiu disputar a
Alepa. Agora, os dois medem força em Tailândia e Moju. Só a urna dirá quem
realmente tem os votos - e quem tinha apenas a fama de tê-los.
•Começou o horário eleitoral, com direito a horário nobre,
cortesia da democracia do faz-de-conta.
•É lindo ver tanto talento dramático fazendo promessas que
evaporam antes do comercial de xampu, sorrisos ensaiados pra quem mal sabe o
nome do próprio candidato a governador.
•E como sempre, a gente assiste, mastiga, esquece - e no dia seguinte, a vida segue a mesma bagunça, só que com mais jingle na cabeça.
• No fim, dizem que o horário eleitoral é igual aquele
parente chato: aparece todo ano, fala alto e não resolve nada - mas a gente faz
questão de assistir, fingindo que dessa vez vai ser diferente.
•O STF, com a velocidade de sempre, decidiu que sim, dá para
tributar os lucros da Vale lá fora.
• A solução para
arrecadar mais sempre esteve debaixo do nosso nariz, o tempo todo, só faltava
boa vontade e uns poucos votos dos supremos.
• Agora, se a arrecadação extra também sumir num
rombo qualquer, já se sabe onde buscar mais.
• Na mesa está o velho dilema da esquerda militante: odiar o
sistema com a boca, mas abraçar a ferramenta com o bolso - com dinheiro
público, de preferência.
• Nada mais revolucionário que impulsionar o "Fora,
Zuckerberg!" com verba que saiu do seu imposto, enquanto o algoritmo ri
por dentro.
• Até agora, R$7,5 milhões de puro amor-ódio criticam a
plataforma nas redes, mas pagam o impulsionamento com o entusiasmo de quem
descobriu o cartão corporativo ilimitado.
•Se o discurso é fogo, o clique é fogo também, e a
hipocrisia, essa sim, sai de graça.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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