Troca no comando do grupo que investigava corrupção reacende debate sobre autonomia do Ministério Público e influência do Executivo no Judiciário paraense.
exoneração coletiva do comando e da equipe do Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional (GSI) marcou mais do que uma simples reorganização administrativa no Ministério Público do Pará. O episódio passou a ser interpretado, dentro e fora da instituição, como um sinal claro de que investigações sensíveis encontraram um limite político.

A Portaria nº 0099/2026-MP/PGJ, assinada pelo procurador-geral Alexandre Tourinho, retirou do GSI a promotora Erika Menezes de Oliveira e os promotores Muller Marques Siqueira, Carlos Alberto Fonseca Lopes e Nayara Vidal - grupo que conduzia apurações de alto impacto, envolvendo corrupção no sistema de Justiça estadual e agentes públicos com peso político.
As investigações ganharam projeção nacional após reportagem exibida pelo “Fantástico”, da Rede Globo, no início deste ano, colocando o Pará no centro de um constrangimento institucional raro.
Nos bastidores do Ministério Público, a leitura predominante é de que o GSI avançou sobre uma zona considerada intocável. A equipe havia provocado o STF e o CNJ em casos que envolviam o desembargador Alex Centeno, primo do governador Helder Barbalho, nomeado ao Tribunal de Justiça pelo quinto constitucional em um processo cercado de questionamentos.
A reação veio em bloco: exoneração da coordenação, esvaziamento da equipe e mudança completa no comando de um dos setores mais estratégicos da instituição.
A nomeação do novo coordenador do GSI adicionou mais combustível à crise. Assumiu o posto o promotor Arnaldo Célio da Costa Azevedo, marido da desembargadora Luana Santalices, que tomou posse no TJ no mesmo período de Alex Centeno.
Arnaldo também é visto como alinhado à atual e à antiga cúpula do Ministério Público, incluindo o ex-procurador-geral César Mattar, hoje desembargador - outro nome cuja ascensão ao Judiciário teve respaldo político explícito.
O simbolismo do arranjo não passou despercebido: um grupo que investigava o sistema de Justiça foi substituído por uma configuração institucionalmente mais confortável ao próprio sistema.
A Procuradoria-Geral de Justiça optou pelo silêncio após a repercussão do caso. Não houve coletiva, nota técnica detalhada ou esclarecimento público capaz de afastar a leitura de interferência política. Internamente, promotores relatam apreensão. O entendimento é de que o episódio produz um efeito inibidor: investigar autoridades com trânsito político pode ter custo funcional.
O caso reacende um debate histórico no Pará: até onde vai, na prática, a independência entre os poderes quando laços políticos, familiares e institucionais se sobrepõem?
Mais do que um conflito administrativo, o desmonte do GSI expôs uma engrenagem sensível do sistema de Justiça estadual e deixou uma mensagem incômoda: há investigações possíveis - e outras que esbarram em limites não escritos. O desgaste institucional já está instalado e seus efeitos tendem a durar mais do que qualquer portaria.

•A carta aberta de Charles Alcântara (foto) a Ana Júlia escancara o racha no PT do Pará. Militante histórico, ex-Casa Civil e hoje no comando do Sindifisco, Alcântara vocaliza o incômodo da base com a condução partidária sob Beto Faro.
• Nos bastidores do PT paraense, cresce a descrença de que o partido fique com a vice na chapa de Hana Ghassan. Militância orgânica já dá como perdido o espaço, repetindo um roteiro conhecido de promessas não cumpridas.
•Entre petistas de base, a leitura é amarga: Ana Júlia, Dirceu Ten Caten e outros teriam caído no “conto do vigário”. Beto Faro é apontado como operador de um projeto familiar, não partidário. O desgaste é interno - e profundo.
•Nota 1 no curso de Medicina de Altamira não caiu do céu. É o retrato de uma UFPA mais preocupada com agenda política, selfies institucionais e palanque climático do que com sala de aula, laboratório e campus no interior. A conta sempre estoura no lado mais fraco.
•Enquanto a Reitoria desfila em agendas de prestígio, o interior amarga abandono. A nota 1 em Medicina, em Altamira, não é acidente: é consequência. Multicampi no discurso, centralizada na prática.
•A UFPA virou vitrine política e esqueceu o básico. A nota 1 em Medicina, no campus de Altamira, expôs o que docentes e alunos denunciam há anos: abandono do interior, gestão concentrada e crise empurrada para debaixo do tapete.
•A crise não é surpresa - é método. A Reitoria só reage quando a vergonha vira manchete. A nota 1 em Medicina, em Altamira, mostra que a universidade quebra quando prefere palanque ao ensino.
•Aliás, o governo federal decidiu que o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica será a avaliação de proficiência para médicos; só falta combinar com os "russos" do Congresso Nacional.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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