Outro lado: administradores dizem que tarifas aplicadas seguem práticas usuais do setor em eventos globais e refletem uma combinação de fatores
s preços praticados pela rede de hotel Tivoli em Belém e a falta de disposição do estabelecimento para dialogar com o governo federal foram um dos estopins que levaram o ministro da Casa Civil da Presidência, Rui Costa, do PT, a tomar a decisão de acionar a Justiça contra os valores abusivos de estadia cobrados na cidade durante a COP30, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas. Belém sediará a cúpula em novembro.

O Tivoli funciona no antigo prédio da Receita Federal, que pegou fogo em 2012 e estava inutilizado. O Governo do Pará cedeu o espaço em julho de 2024 ao Grupo Roma, vencedor da licitação para a construção de um hotel no local, com previsão de investimento de R$ 20 milhões por meio de crédito especial concedido pelo Fundo Gestor do Turismo, ligado ao Ministério do Turismo, via Banpará, o Banco do Estado do Pará. Posteriormente, a rede Tivoli assumiu a bandeira do empreendimento.
Segundo resposta do hotel enviada à Senacon, a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, a diária média para o período do evento está em R$ 15 mil - levando em conta todas as categorias, de executiva à suíte presidencial.
"É normal não só no Brasil, mas em qualquer lugar do mundo quando há um grande evento, você ter uma subida temporária de preços. Mas essa subida não pode ser o que está acontecendo: dez, vinte vezes o valor de um padrão internacional. Não tem sentido isso. É quase como tentar privar a cidade e o estado de receber o evento", afirmou o ministro, em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira, 24.
Em consulta ao site do hotel, o valor da diária para cinco noites no quarto Deluxe King Room variam de R$ 1.000, durante a semana, a cerca de R$ 2.500, no fim de semana, fora da COP-30. Os preços consultados foram para outubro.
En nota publicada para a imprensa, o Tivoli afirma que, para essa categoria, o valor da diária média na COP será de R$ 8.000.
Ainda de acordo com o documento, as "tarifas aplicadas seguem práticas usuais do setor de hospitalidade em eventos globais e refletem uma combinação de fatores como alta demanda e protocolos rigorosos de segurança, logística e hospitalidade, que exigem custos operacionais significativamente mais altos, tendo em vista o perfil do público - que inclui chefes de Estado e delegações oficiais.”
A nota afirma, ainda, que está aberto ao diálogo com o governo e que respondeu prontamente aos pedidos feitos anteriormente sobre os preços cobrados no hotel.
Uma crise de hospedagem, que transbordou para uma crise diplomática em alguns casos, está em curso desde o início do ano por conta da cobrança de preços abusivos tanto por proprietários de imóveis disponíveis para locação quanto por hotéis. Uma forca conjunta formada pelos governos Federal, Estadual e Municipal atuou fortemente sobre o assunto, reduzindo os preços e aumentando as opções de hospedagens na cidade.
Na entrevista concedida nesta quarta, Rui Costa afirmou que a ação judicial proposta pela AGU, a Advocacia-Geral da União, terá como alvo não só quem ocupou prédios públicos ou teve acesso a financiamento público, mas também todo e qualquer empreendimento que esteja extrapolando o direito do consumidor. Costa disse também estar aberto ao diálogo com os hotéis.
O Tivoli segue se posicionando com a certeza de tratar a coisa de forma habitual e afirmou, por fim, que a sua "política de preços é dinâmica e alinhada às práticas da hotelaria em eventos de grande porte, sempre respeitando as normas vigentes”. Ou seja, se for para baixa o preço das diárias no local só por força judicial mesmo.

•A lista com os nomes de 20 oficiais da Polícia Militar promovidos a tenente-coronel chama atenção pela presença do major José Rogério da Silva Holanda (foto).
•O oficial ganhou notoriedade recentemente depois da divulgação de vídeos nas redes sociais em que é acusado de confrontar a própria mãe - para dizer o mínimo.
•O Diário Oficial aponta que o governo do Estado acaba de aprovar R$ 70 milhões para publicidade através da Secretaria de Comunicação.
•A dinheirama cobre desde campanhas institucionais até ações digitais e outdoors espalhados por todo o Pará.
•Trata-se de um volume considerável, sobretudo em um Estado onde a população observa problemas cotidianos na saúde, educação e infraestrutura.
•No Pará, 68 dos 144 municípios - algo em torno de 47% - não se sustentam com as próprias pernas. Quase metade do mapa do Estado só respira através de aparelhos de Brasília.
•A Alubar figura entre as 400 maiores companhias do País no ranking Valor 1000 e a 27ª maior empresa nas regiões Norte e Centro-Oeste - subiu de 336º para 316º lugar no último ano.
•A empresa também se destaca na 7ª posição na categoria Eletroeletrônica, com a 2ª melhor rentabilidade, 4ª melhor em evolução de receita líquida, 6º lugar na classificação por vendas líquidas anuais e 7º lugar no levantamento de margem Ebitda.
•A voadora Latam comprou 24 novos aviões modelo E195-E2 da Embraer, no valor de US$ 2,1 bilhões, para reforçar suas operações regionais.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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