Enquanto o governo exibe “tempo integral”, escola no Guamá apodrece há sete anos à espera de uma obra que nunca começou.
or mais propaganda que faça o governo do Pará, a realidade da educação pública insiste em desmentir o discurso oficial. Para cada escola “em tempo integral” anunciada, há duas ou três mergulhadas no abandono - sem cronograma, sem obra e sem explicação.

O caso da Escola Professora Celina Anglada, localizada na travessa Liberato de Castro, no bairro do Guamá, em Belém, é exemplar, mas, sobretudo, constrangedor.
Moradores denunciam o que os olhos confirmam: prédio abandonado, depredação, lixo, ratos e grande acúmulo de água parada. Um cenário perfeito para a proliferação de doenças, especialmente em pleno inverno amazônico. Não à toa, o Guamá registrou 278 casos de dengue notificados em 2025.
No site da Secretaria de Educação do Pará, a escola aparece como beneficiária de um projeto ambicioso: demolição e reconstrução quase integral do prédio, dentro do programa “Educação por todo o Pará”, financiado por empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento.
O valor do empréstimo, contratado em novembro de 2023, chega a US$ 100 milhões. No papel, tudo funciona. Na prática, a escola segue fechada - e apodrecendo.
Inaugurada em 2009, no governo de Ana Júlia Carepa, a “Celina Anglada” nasceu com vícios de origem. Construída abaixo do nível da rua, passou a sofrer alagamentos logo após a abertura. À época, falava-se em nova licitação e aporte extra de R$ 1,5 milhão. Falava-se.
Em 2019, após vistoria da Auditoria Geral do Estado, a escola foi interditada. O relatório apontou riscos graves a alunos, professores e funcionários, além da inexistência de alvará de funcionamento e do ‘habite-se’ do Corpo de Bombeiros.
Com a interdição, os alunos foram realocados em espaços improvisados: parte divide um prédio com uma panificadora na mesma travessa Liberato de Castro; outra parte foi enviada para a escola Barão de Igarapé Miri, na alameda Mamoré.
Enquanto isso, o prédio original - fechado “para reforma” - virou um esqueleto urbano, com acesso livre e sem qualquer controle. Sete anos depois, a obra sequer teve ordem de serviço emitida.
Pelo contrato de empréstimo nº 106/2018, firmado ainda no governo de Simão Jatene, a empresa Multisul Engenharia seria responsável por reformar 10 salas de aula e construir 16 boxes de banheiro, além de adequações de conforto ambiental. Nada disso saiu do papel. O que saiu - e corre livremente - é a água parada no interior da escola.
O abandono da “Celina Anglada” deixou de ser apenas um problema educacional. Tornou-se uma questão de saúde pública. Um prédio abandonado, em área residencial, funcionando como potencial foco de dengue, leptospirose e outras doenças, não é detalhe administrativo - é negligência.
Pais, responsáveis e moradores cobram respostas. Cobram respeito. Cobram providências urgentes. Até agora, receberam apenas promessas recicladas, cronogramas virtuais e uma obra que existe - curiosamente - só no site oficial.
No Guamá, o tempo passa, a água acumula e a escola continua fechada.

•O bispo de Ponta de Pedras, Dom Teodoro Mendes (foto), toma posse como novo bispo da Diocese de Santiago de Cabo Verde, na África, retornando à terra natal.
•A posse acontece no dia 3 de maio, com presença de bispos da CNBB regional como nacional. Dom Teodoro foi nomeado pelo Papa Leão XIV para substituir o Cardeal Furtado, que se tornou emérito ao atingir a idade-limite.
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•O secretário de Governo do município de Itumbiara, em Goiás, genro do prefeito da cidade, matou os filhos a tiros e, em seguida, tirou a própria vida. A tragédia teria sido motivada por uma separação conjugal.
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•A pasta reforça que o País mantém protocolos permanentes de vigilância epidemiológica e acompanha de perto os desdobramentos. A conferir.
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Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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