Ação mais recente contou com manifestação e bloqueio da BR-222 para forçar a criação do Distrito Sanitário Especial Indígena em Carajás.
ma luta antiga, mas que jamais se fez tão necessária e urgente como agora. Indígenas de 14 etnias que integram a Terra Indígena Mãe Maria, nas proximidades da ponte do rio Flecheira, na saída do Núcleo Morada Nova, em Marabá, bloquearam a BR-22 em protesto, no último quarta-feira, 22, exigindo tanto a conclusão da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) de Marabá quanto a criação do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Carajás.

A mobilização foi realizada em três frentes simultâneas e aproveitou a data de 19 de abril, quando celebra-se o Dia dos Povos Indígenas, para exigir melhorias no acesso e ações de prevenção e tratamento em saúde. Além da BR-222, os manifestantes também ocuparam as obras de construção da Casai de Marabá, que seguem paradas, e uma terceira parte do grupo foi a Brasília-DF protestar em frente à sede do Ministério da Saúde.
Os indígenas exigem a retomada imediata das obras da Casai Marabá, que foram iniciadas em 2024, mas interrompidas um ano depois, até hoje sem qualquer explicação. O projeto, localizado na Folha 32, deveria oferecer serviços médico, odontológico, de enfermagem e de acompanhamento de gestantes indígenas, além de outros atendimentos básicos de saúde. Sem a Casai, o suporte às comunidades permanece prejudicado e insuficiente.
A segunda reivindicação também tenta corrigir uma distração que há tempos é reclamada pelos indígenas: a construção de um DSEI em Marabá, que possui uma quantidade de comunidades indígenas muito maior do que na Região Metropolitana de Belém. O adendo é para explicar o funcionamento do atual DSEI Guatoc, que funciona em Belém, e também responsável por toda a demanda da região de Marabá e Santarém.
A distância até a capital - na casa dos 1000 km - torna muitos tratamentos e as demais ações de saúde praticamente inviáveis para muitos indígenas, sobretudo para os mais idosos e para quem possui problemas de mobilidade. As lideranças indígenas também disseram que por duas vezes tiveram a garantia, por meio do Ministério da Saúde, de que a portaria que criaria o DSEI Carajás seria assinada, mas a verdade é que o projeto nunca saiu do papel.
A BR-222 foi liberada depois de um dia inteiro de interdição, mas as lideranças não descartam a realização de novas manifestações. No protesto desta semana, os indígenas reforçaram a principal reivindicação com frases como “Os 14 povos indígenas da região sudeste do Pará na luta pela criação do DSEI Carajás” e “Saúde de qualidade é vida para nós, povos indígenas”.
Enquanto os atos aconteciam em Marabá, uma comitiva indígena também se deslocou até Brasília, onde ocupou o Ministério da Saúde e participou de reuniões com parlamentares. A intenção, segundo as lideranças, é pressionar diretamente a Pasta para obter respostas tanto sobre a retomada da obra da Casai e quanto da criação do DSEI Carajás, considerado prioritário pelas comunidades.
Para os povos indígenas da região, essas duas medidas são essenciais para garantir um atendimento de saúde mais rápido, estruturado e adequado às necessidades das comunidades do sudeste paraense. Até lá, haja estrada, resiliência e paciência, seja para conseguir atendimento em Belém ou em Marabá, onde não precisa ser indígena para constatar o quanto a saúde também anda mal das pernas.

•Nesta quinta-feira, 7, a partir das 14, a Academia Paraense de Jornalismo promove a entrega da Medalha do Mérito Jornalístico aos jornalistas Adriano Wilkson, que faz trabalho investigativo; Socorro Costa, editora da Agência Pará; e Ray Nonato, fotojornalista freelancer.
•Além deles, Luís Miranda, cinegrafista com mais de 50 anos de carreira; Fernando Nobre Passarinho, fotojornalista; Vera Rojas, assessora de comunicação do Hemopa; e Natália Simões, repórter da Rede Nazaré de Comunicação.
•E Marcio Oliveira, diretor executivo da rádio Jovem Pan Belém; Sancha Luna, apresentadora da Rádio Clube; e Rita Soares (foto), editora do jornal “O Liberal” e sócia-fundadora da agência Jambo Comunicação.
•Theresa Kachindamoto, influente chef tradicional do Malawi, já anulou mais de 3.500 uniões infantis em sua região, desafiando tradições ancestrais, e garantiu que milhares de meninas pudessem trocar o papel de esposa pelo banco da escola.
•Conhecida como "A Exterminadora de Casamentos", Kachindamoto utiliza sua autoridade para suspender chefes locais que permitem a prática e trabalha diretamente com comunidades para banir rituais prejudiciais.
•A liderança de Theresa transformou o Malawi em um exemplo internacional de proteção aos direitos das mulheres, provando que é possível modernizar costumes sem perder a identidade cultural.
•O deputado Max Lemos foi alvo de atentado na estrada enquanto retornava de agenda no Rio de Janeiro. Criminosos atiraram contra seu carro, mas o veículo era blindado, e ele conseguiu escapar.
•Após invadir uma transmissão televisiva no Salão Verde, o assessor parlamentar Bernardo Moreira Amado Barros foi exonerado da Câmara dos Deputados.
•Durante entrevista em podcast, o ex-governador Romeu Zema criticou a proibição do trabalho infantil no Brasil e prometeu que mudará essa realidade se for eleito. Ou seja, salve-se quem puder.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.