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Negligência

Morte da mascote “Duda”, arara-azul, reforça sucateamento do Bosque Rodrigues Alves

Situação causa revolta entre os funcionários do Bosque

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  • 27/02/24 14:00
Morte da mascote “Duda”, arara-azul, reforça sucateamento do Bosque Rodrigues Alves

Há cerca de um mês, quem procurou por Duda, arara-azul mascote do Bosque Rodrigues Alves - Jardim Zoobotânico da Amazônia, surpreendeu-se com a morte da ave que fazia a alegria de crianças e adultos. O animal habitava o local há 14 anos e tinha 15 anos. A espécie é ameaçada de extinção devido ao comércio clandestino e por conta do desmatamento desenfreado.

O fato foi relatado pelo ex-diretor do Bosque, Claudio Mercês, que costuma visitar o espaço com a família. No domingo, ele postou a denúncia em sua conta do Instagram.

“Fiquei profundamente entristecido ao saber que o mascote do bosque, a bela Arara-Azul chamada Duda, que chegou ainda jovem em 2010, faleceu há um mês. É lamentável que um animal que normalmente vive de 60 a 80 anos em cativeiro tenha morrido prematuramente, aos 15 anos”, escreveu.

Uma revolta silenciada acontece dentro do Bosque Rodrigues Alves por conta da morte da arara-azul Duda, que, ao lado do peixe-boi, tornaram-se as mascotes do local de visitação pública. Revolta, pois, segundo um funcionário que pediu para não se identificar, “negligenciaram a situação da arara-azul”.

O animal, de acordo com esta fonte, não teve morte súbita e, na verdade, viveu um drama revoltante. Adoecido, Duda chegou a ser atendido pela Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), e lá foi diagnosticado com pneumonia. Recebeu a atenção da equipe da universidade e retornou ao Bosque para seguir com tratamento à base de antibióticos.

Já no Bosque, o animal não teria seguido com o tratamento devido a não aquisição dos remédios, garante a fonte. “Se compraram depois, vai ser só para dizer que se respaldaram”, critica. “Estão todos calados, um absurdo. Aqui está entregue às traças”, reclama.

Condições - A morte da arara-azul revela o estágio da gestão, constatado pelo sucateamento do local, tradicionalmente conhecido por ser um ponto turístico da cidade de Belém. E é isso mesmo: “até sabão, pano de chão, falta, temos que tirar do nosso bolso para não comprometer a saúde dos animais. “Os espaços estão com reboco caindo, as coisas são feitas na gambiarra”.

Falta de manutenção dos espaços do Bosque é flagrante

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.