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Saúde

Pará registra número histórico de doação de 617 órgãos para transplantes

Aumento no registro de doações é atribuído ao ato solidário de dezenas famílias e ao trabalho das equipe multiprofissionais de Saúde

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  • 29/02/24 14:45
Pará registra número histórico de doação de 617 órgãos para transplantes

O governo do Pará, por meio da Central Estadual de Transplantes do Pará (CET-PA), vinculado à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), registrou o número histórico de 617 transplantes em 2023.

O implante de tecido ocular foi o mais realizado, com 519 córneas transplantadas, seguido do rim, com 74, da medula óssea, com 20, e, por fim, do fígado, com quatro. O sucesso representa um aumento de 126% em relação ao ano anterior.

Para a secretária de Saúde Pública do Pará (Sespa), Ivete Vaz, o número reflete a solidariedade das famílias doadoras e o trabalho do governo nessa área. “Esse alcance representa o resultado do empenho de todos os envolvidos, do Estado, das famílias dos doadores, que entendem o ato como uma nova chance de vida ao paciente beneficiado e dos profissionais capacitados que realizam os procedimentos com competência. Estamos muito felizes com o resultado e seguiremos trabalhando com o mesmo objetivo em 2024”, ressalta a titular da Sespa.

A coordenadora da Central Estadual de Transplantes (CET/Sespa), Ierecê Miranda, destaca que o ótimo resultado é consequência do trabalho coletivo. “A CET/Sespa, juntamente com alguns hospitais parceiros, capacitou 101 médicos e 56 outros profissionais de Saúde para atuarem no processo de doação de órgãos, e, em especial, no acolhimento às famílias no momento da morte do seu ente querido e na informação sobre a doação".

"No Brasil, é a família da pessoa que autoriza a doação. Seja você um doador de órgãos, avise sua família e ajude a salvar vidas”, reforça a coordenadora Ierecê Miranda, da Sespa.

Esperança - Entre os beneficiados, está a Ana Gabriela Alves, que conviveu por 14 anos com a hepatite autoimune e foi a primeira paciente a receber um transplante de fígado na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará.

“Faz uns seis anos que eu comecei a fazer o tratamento na Santa Casa, e passei por períodos bem difíceis, porque nos últimos três anos, a doença se agravou muito. No dia 26 de fevereiro de 2023, a minha cirurgia de transplante finalmente começou. O pós-cirúrgico não foi fácil, pois eu já estava muito debilitada pela doença, mas já me sentia diferente. Hoje eu me sinto muito bem, a minha vida tem sido maravilhosa, me devolveram a vida", disse a paciente Ana Gabriela.

Ela complementou: "eu sempre lembro da família da minha doadora e gostaria muito que eles soubessem que eu estou viva por causa dela, a minha gratidão é infinita. Uma parte dela continua viva dentro de mim. A doação de órgãos é imprescindível, pois sem doação não existe transplante. A minha mensagem é essa: doe órgãos, doe vida. Se não fosse o amor e a generosidade da família da doadora, eu não estaria viva agora. Eu só tenho a agradecer também a equipe maravilhosa da Santa Casa".

A Sespa também destaca a participação mais efetiva dos profissionais que atuam nas Comissões Intra-hospitalares de Transplantes, assim como das famílias doadoras e as estratégias adotadas pela Central Estadual de Transplantes com ênfase na educação e sensibilização para a temática da doação de órgãos. 

Agência Pará 

Foto: Bruno Cecim/Ag.Pará

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.