Ao contar própria versão sobre separação, Bruno Rabelo reacende crise, expõe contradições e recoloca prefeita de Marituba no olho do furacão.
"Na política, eleitor até tolera excessos, mas costuma ser menos indulgente com histórias que envolvem traição" entre pessoas próximas/Fotos: Divulgação-Redes Sociais.
e a intenção do prefeito de Mãe do Rio, Bruno Rabelo, do MDB, era “aliviar” o desgaste em torno do relacionamento com a prefeita de Marituba, Patrícia Alencar, do mesmo partido, o efeito do pronunciamento mais recente parece ter sido o oposto. A tentativa de apresentar uma narrativa conciliadora sobre o fim do casamento não encerrou o assunto - reacendeu a crise e acrescentou novos elementos a um episódio que já produzia desgaste político.
Em vídeo que circulou amplamente nas redes neste sábado, 7, Bruno adotou tom quase pedagógico ao tratar do divórcio, exaltando o respeito pela ex-esposa e recorrendo ao lugar-comum de que “ninguém casa para separar”. O discurso buscou humanizar o gestor e reduzir o peso das controvérsias que cercam o início do novo relacionamento. Em política, porém, versões concorrentes dificilmente coexistem sem confronto.
Pouco depois, a ex-primeira-dama Carol Resque utilizou as redes sociais para contestar publicamente a versão apresentada. Disse não aceitar ser retratada como desonesta em uma história “editada” e afirmou possuir provas de um relacionamento extraconjugal ocorrido entre julho e novembro - período em que, segundo ela, o prefeito negava qualquer envolvimento.
A manifestação, direta e sem rodeios, afastou a ideia de consenso e recolocou o episódio como disputa pública de narrativas.
A crise não é recente. No início de janeiro, após Carol tornar pública sua versão dos fatos e pedir desculpas à Igreja e à população por compromissos interrompidos durante a crise conjugal, imagens de Bruno e Patrícia juntos nas comemorações de Ano Novo, em Pernambuco, passaram a circular. À época, as imagens falaram mais alto que qualquer posicionamento oficial, que só viria semanas depois, quando o relacionamento foi assumido publicamente.
Ao decidir se manifestar agora, Bruno parece ter subestimado um ponto sensível: quando o silêncio é rompido, a narrativa precisa ser consistente. Do contrário, a fala funciona como combustível para novas controvérsias. O gesto que buscava empatia acabou provocando reação imediata e ampliando o desgaste, além de trazer novamente ao centro do debate a prefeita de Marituba, que vinha mantendo distância estratégica do embate.
É nesse ponto que o episódio ultrapassa o constrangimento pessoal e passa a ter relevância política. Patrícia Alencar, em segundo mandato e pré-candidata a deputada federal pelo MDB, construiu sua trajetória sob intensa exposição pública. Ao longo da gestão, acumulou polêmicas e fez da visibilidade digital um ativo político.
Ano passado, alcançou grande projeção nacional após o vazamento de um vídeo publicado em conta privada, episódio que gerou críticas, mas também ampliou seu alcance nas redes.
A crise atual, contudo, segue lógica distinta. Não se trata de um conteúdo controlado nem de uma controvérsia facilmente convertida em engajamento. O debate envolve valores morais sensíveis, como lealdade, amizade e confiança - temas que, fora da bolha digital, costumam ter alto peso na formação da opinião do eleitor.
A narrativa que se impõe associa a prefeita a alguém que mantinha relação de proximidade com a então esposa do prefeito, o que amplia a rejeição em segmentos menos tolerantes a esse tipo de situação.
O esforço de Bruno Rabelo para suavizar os fatos acabou reforçando a percepção de tentativa de reescrever a história. A reação pública da ex-esposa eliminou qualquer aparência de consenso e consolidou o episódio como um passivo político em aberto, com reflexos diretos sobre a imagem dos dois gestores.
Para uma pré-candidata à Câmara Federal, o risco é claro: controvérsias comportamentais podem gerar engajamento, mas raramente se convertem em votos quando atingem a esfera da confiança social.
Nesse caso rumoroso, a emenda não apenas ameaça sair pior que o soneto: pode transformar um romance assumido em desgaste político duradouro - e com possíveis reflexos já nas urnas de outubro. Porque, na política, o eleitor até tolera excessos, mas costuma ser menos indulgente com histórias que envolvem traição entre pessoas próximas.

•Duas pesquisas, dois Parás - isso mesmo. Como se diz, pesquisa eleitoral é a arte de torturar os números até que digam o que se quer ouvir. No Pará, dois levantamentos recentes ilustram bem a máxima.
•Em um deles, o governador Helder Barbalho (foto) aparece com 25%, ao Senado, seguido pelo ex-ministro Celso Sabino (18%) e pelo senador Zequinha Marinho (9,6%), num cenário fragmentado e sem hegemonia clara.
•Na pesquisa divulgada pelo Diário do Pará, o quadro muda radicalmente: Helder dispara para 46%, ante o ex-governador Simão Jatene (18%), e o deputado Éder Mauro aparece com 14%.
•A distância entre os números vai além da estatística. Metodologia, período de coleta, universo pesquisado e até o veículo que divulga o resultado ajudam a explicar o abismo.
•Detalhe: em um dos levantamentos, Paulo Rocha aparece bem cotado para o governo do Estado, mas completamente ignorado para o Senado, sendo que, ao que se sabe, nem candidato é.
•Trocando em miúdos: mais do que medir intenção de voto, as pesquisas revelam quem tenta, desde já, controlar a narrativa.
•Sobre o combate ao crescente número de feminicídios no País, cabem adoção de medidas protetivas ágeis, aumento das delegacias especializadas no interior, espaços de acolhimento, conscientização na educação infantil e penas maiores.
•Não será nada fácil para o Remo enfrentar times da primeira divisão do Brasileirão, como têm mostrado nas primeiras duas partidas.
•As equipes da série A possuem grandes estruturas técnica-financeiras, atletas de mais qualidades técnicas e banco de reserva qualificado.
•A Câmara Municipal do Recife rejeitou o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos, por 25 votos a 9, e arquivou a denúncia.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.