Recurso de Beto Faro ao TSE ainda aguarda parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral para ser julgado.
ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) e atual integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será o relator do recurso interposto pelo senador cassado Beto Faro. O processo chegou ao TSE no fim de 2025, foi imediatamente distribuído ao ministro e, ainda antes do recesso, encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral para análise e emissão de parecer. Embora o titular do órgão seja o procurador-geral eleitoral Paulo Gustavo Gonet Branco, a condução prática dos processos no TSE recai sobre o vice-procurador eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, responsável pela atuação cotidiana junto à Corte.

A cassação de Beto Faro foi decidida em maio do ano passado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará por 5 votos a 2, após a conclusão, pela Corte, da prática de abuso de poder econômico e político nas eleições de 2022, com uso indevido da estrutura e de recursos para influenciar o resultado do pleito.
A decisão de recursos no TSE pode resultar na perda do mandato de Faro, conquistado com o uso comprovado do crime de assédio eleitoral com uso da máquina estatal, prática que o ajudou a alcançar mais de 1,7 milhão de votos, ultrapassando por pouco o ex-senador Mário Couto, que à época obteve quase 1,5 milhões de votos.
A expectativa em relação ao TSE é que o caso corra diferente do âmbito do TRE do Pará, onde o processo que pedia a cassação de Beto Faro arrastou-se por quase três anos até a conclusão do julgamento de mérito.
A condenação de Faro no TRE só foi proclamada em 20 de maio, após sucessivos adiamentos e pedidos de vista que postergaram a votação em plenário, alimentando a percepção de que o processo avançava em ritmo incompatível com sua relevância institucional.
Quando finalmente apreciado, o placar fechou em 5 a 2, majoritário pela cassação, consolidando o entendimento de que houve abuso de poder e irregularidades graves no processo eleitoral, ainda que com votos divergentes que expuseram a tensão interna no colegiado.
A partir da condenação, inaugurou-se uma nova fase marcada por sucessivos embargos de declaração apresentados pela defesa, numa estratégia claramente voltada a adiar os efeitos práticos da decisão. Entre maio e dezembro, o tribunal regional apreciou uma sequência de recursos que, na prática, mantiveram o senador cassado em cena política enquanto se esgotavam as instâncias locais.
Somente no fim de dezembro do ano passado, após o desgaste dessas tentativas, os autos foram finalmente remetidos ao TSE, deslocando para Brasília um embate que, no Pará, já havia produzido efeitos jurídicos e políticos profundos.
No plano político, a situação de Faro no Pará é de progressivo isolamento. Alvo recente de protestos e críticas públicas, passou a ser acusado de instrumentalizar a legenda do PT para fins estritamente familiares, movimento que começou a incomodar dirigentes históricos e lideranças internas do partido - ainda que, para muitos, esse incômodo tenha chegado tarde. O episódio expôs fissuras internas e trouxe à superfície um debate que vinha sendo abafado nos bastidores: a confusão entre projeto partidário e projeto pessoal.
As manifestações da ex-governadora Ana Júlia Carepa e do sindicalista Charles Alcântara funcionaram como um divisor de águas. Ao retirar sua pré-candidatura, Ana Júlia escancarou, ainda que de forma institucional, o esvaziamento do debate programático e o uso pouco republicano da máquina partidária. Charles, por sua vez, foi direto ao denunciar o controle absoluto da legenda e a tentativa de reduzir trajetórias políticas históricas a peças auxiliares de um projeto familiar.
O recado de ambos foi claro, duro e cirúrgico, e tende a ultrapassar os limites do Pará. Entre a relatoria no TSE e o desgaste crescente no próprio partido, o senador cassado enfrenta agora não apenas um julgamento jurídico, mas um julgamento político mais amplo.
O vale-tudo eleitoral e o proselitismo denunciados por antigos aliados podem, ironicamente, marcar o início do fim de uma trajetória que já não encontra respaldo nem nas urnas nem nas bases que Faro buscou dominar.

•O rombo de R$ 61,7 bilhões com o qual o governo Lula fechou 2025, mesmo com recorde sobre recorde na arrecadação, representa uma piora de incríveis 32% nas contas públicas em relação a 2024, quando o rombo foi de "apenas" R$ 42,9 bilhões.
•Esse cenário caótico, que retroalimenta o bombardeio bolsonarista, tem incomodado tanto o presidente que nem os "bons números" descobertos pelo desacreditado IBGE conseguem convencê-lo de que o Brasil está no rumo certo.
•Por falar no IBGE, a debandada de servidores entregando cargos no Instituto após "decisões estranhas" de Marcio Pochmann (foto), segundo o deputado Osmar Terra tem uma explicação: o problema foi “trazer a ideologia para dentro”.
•Os três países da Copa do Mundo - México, EUA e Canadá -, deverão receber seleções de 48 nações, de 11 de junho a 19 de julho, disputando 104 partidas, a maior e mais cara de todos os tempos. Na anterior foram disputadas 64 partidas.
•Nos jogos preliminares, os menores preços de ingressos custarão US$ 60, algo em torno de R$ 400, mas, nas partidas finais, os valores sobem para US$ 1,6 mil, uns R$ 8 mil, dependendo do câmbio.
•Cerca de 3 bilhões de pessoas assistirão aos jogos pela telinha e 5 milhões, ao vivo, com direito a fortes emoções, segundo números publicados pela Fifa.
•Caravanas de torcedores do Remo devem invadir o Rio de Janeiro, em março, para o confronto com o Flamengo, no Maracanã.
•O jogo será no dia 19, um domingo, mas tem torcedor que irá antes para aproveitar o verão carioca. A vontade é poder gritar gol do Remo em pleno Maracanã.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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