O animal da espécie conhecida como ‘tartaruga-cabeçuda' foi levada até a Ufra para atendimento especializado
Belém, PA - Uma tartaruga marinha da espécie “tartaruga-cabeçuda” (Caretta caretta) foi encontrada em estado bastante debilitado na faixa de areia da praia do Farol Velho, em Salinópolis, Nordeste do Pará, e resgatada por integrantes do projeto Instituto Bicho D’água. O animal foi visto por moradores de um condomínio da região, que acionaram os especialistas do Projeto de Monitoramento de Desova de Tartarugas Marinhas, desenvolvido no município.
Após verificar as condições de saúde do animal, os técnicos contaram com o apoio do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Pará (Graesp), que fez o transporte da tartaruga até o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens da Universidade Federal Rural da Amazônia (Cetras/Ufra), em Belém, onde a tartaruga recebeu atendimento especializado.
“O papel do Grupamento Aéreo, assim como o de todos que atuam na segurança, é agir com responsabilidade e cuidado para todo e qualquer tipo de vida. Para nós, é muito especial esse tipo de ação, que tem como objetivo resgatar e reservar maiores cuidados, auxiliando na preservação da natureza”, disse o diretor do Graesp, coronel Armando Gonçalves.
Tão logo o animal mostre plenas condições de recuperação, caberá aos técnicos do Instituto Bicho D’água definirem quando a tartaruga poderá retornar ao mar. “Inicialmente, achamos que ela estava tentando desovar. Entretanto, a partir da análise da bióloga, e da equipe local, verificamos que ela não estava em comportamento de desova, e sim com a suspeita de uma lesão, talvez uma fratura na nadadeira”, explicou Renata Amin, presidente do "Bicho D’água".
Ainda de acordo com a especialista, em situações como essa é acionado o projeto de monitoramento de caracterização de cetáceos, que é quem faz os resgates da fauna aquática na região. O projeto entrou em contato com a equipe do Cetras, na Ufra, que recebeu o animal para fazer as avaliações e exames necessários, entre eles, os radiográficos, que irão mostrar o motivo do encalhe
“A gente espera que ela tenha alta o mais breve possível, para que possamos devolvê-la para a natureza no mesmo local onde foi encontrada”, concluiu Renata. Apesar do susto, mas também por conta do rápido apoio oferecido na situação, o animal não corre qualquer risco de vida.
Foto : Divulgação
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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