Ação acontece nas comunidades ribeirinhas e quilombolas nos arredores da Ilha de Cotijuba e nos arredores dos municípios de Santa Izabel, Benevides e Santa Bárbara do Pará.
Belém, PA - A cidade de Belém do Pará se comoveu com a perda, em fevereiro de 2023, da samaúma que viveu durante séculos ao lado da Basílica da Nossa Senhora de Nazaré, onde todos os anos termina a procissão do Círio de Nazaré. A partir desta semana, o Instituto Amigos da Floresta Amazônica (Asflora) e o ambientalista e fotógrafo Mário Barila, iniciam o plantio das mudas obtidas das sementes coletadas dessa árvore mãe em diversas regiões do estado.
A Asflora convidou Barila para participar desta ação devido ao seu histórico de ações na região. O ambientalista e fotógrafo foi responsável pela criação de um bosque com cerca de mil árvores amazônicas, todas com algum risco de extinção na natureza, além de ajudar na instalação de um viveiro e um poço artesiano para irrigação na Ilha de Cotijuba, onde a comunidade produz mudas de árvores e plantas medicinais amazônicas.
Árvore-mãe
Considerada a árvore sagrada pelos indígenas ou árvore-mãe, a samaúma (Ceiba pentranda) é uma espécie nativa da floresta tropical das Américas, capaz de atingir 70 metros de altura. Entre a sua copa gigante e folhagem abundante vive uma grande variedade de aves e insetos.
A Samaúma é capaz de extrair água do lençol freático das camadas mais profundas do solo pelas raízes, e pulverizar na atmosfera mais de mil litros de água por dia por meio das folhagens. A árvore também possui, em sua seiva, propriedades anti-inflamatórias, diuréticas, bactericidas e antifúngicas.
Graças à coleta das sementes, a Asflora dispõe de 24 mudas dessa árvore prontas para serem plantadas, sendo que duas delas já foram plantadas no Parque Zoobotânico Mangal das Garças. Barila dá sequência ao plantio com a participação das crianças das escolas municipais e voluntários das comunidades ribeirinhas e quilombolas dos arredores de Santa Izabel, Benevides, Ilha de Cotijuba e Santa Bárbara.
O plantio será complementado com ação educativa e de conscientização ambiental, como visita monitorada dos estudantes ao viveiro de mudas de espécies amazônicas e a entrega de um computador doado por Barila à escola da região.
Toda a jornada para dar vida às novas samaúmas e a realidade das comunidades ribeirinhas que dependem dos recursos naturais serão retratadas e publicadas no livro do fotógrafo sobre a Amazônia, dentro do Projeto Brasil Vivo. Também serão realizadas palestras em São Paulo e no Amazonas sobre a importância da preservação da maior floresta tropical do planeta, além de exposição fotográfica de Barila em São Paulo e em Belém.
O Projeto Brasil Vivo, já aprovado pelo Programa Nacional de Incentivo à Cultura, está em fase de captação de recursos. “O apoio de parceiros será fundamental para o sucesso do projeto. Assim, estamos abertos para quem quiser contribuir com a causa e participar dessa linda iniciativa”, afirma Barila.
Mais informações sobre como apoiar o Projeto Brasil Vivo podem ser obtidas pelo e-mail do fotógrafo -mariobarila@yahoo.com.br.
Foto: Agência Pará
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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