Caso isolado confirmado em Anajás envolve ave de criação doméstica; governo tenta conter alarme e blindar setor avícola de impactos econômicos.
Pará entrou oficialmente na rota da gripe aviária. A confirmação foi feita pela Adepará, que identificou um caso de influenza aviária de Alta Patogenicidade em uma pequena propriedade rural de Anajás, no Arquipélago do Marajó.

Segundo o comunicado, o foco foi detectado em um pato-do-mato que apresentou sinais clínicos compatíveis com a doença. A área foi interditada e passou por ações de saneamento e monitoramento epidemiológico. Equipes estaduais também reforçaram a vigilância sanitária em regiões próximas às rotas de aves migratórias - principal via de circulação do vírus no continente.
A nota oficial procura reduzir qualquer clima de pânico. A agência afirma que não há risco no consumo de carne de frango e ovos devidamente inspecionados e sustenta que o caso não afeta a avicultura comercial paraense, mas a confirmação tem peso sanitário, econômico e político.
O Brasil convive com registros de gripe aviária desde 2023, sobretudo em aves silvestres e criações domésticas de subsistência. Os casos já atingiram Estados como Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
O episódio mais delicado ocorreu justamente no Sul do país, com a confirmação, em 2025, do primeiro foco em granja comercial brasileira - situação que elevou o alerta sobre possíveis impactos em exportações e no mercado internacional de proteínas.
Dados do Ministério da Agricultura apontam que o País já contabilizou centenas de ocorrências desde o início da emergência sanitária, a ampla maioria em aves silvestres. O governo federal mantém estado de emergência zoossanitária justamente pela permanência do risco associado às aves migratórias.
O arquipélago paraense está em área estratégica de circulação de aves migratórias vindas da América do Norte e de outras regiões do continente. Por isso, especialistas consideram a região sensível para monitoramento epidemiológico. No caso de Anajás, o governo estadual tenta separar rapidamente “foco isolado” de “surto”. O esforço não é apenas técnico: é também econômico.
O Pará possui cadeia avícola em expansão e qualquer sinal de disseminação da doença poderia gerar restrições comerciais, impacto no consumo e pressão sobre produtores. Por isso, a comunicação oficial enfatiza, em vários trechos, que a produção industrial não foi atingida.
As ações envolvem, além da Adepará, órgãos como Secretaria de Saúde, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Secretaria de Meio Ambiente. A orientação à população é evitar contato com aves doentes ou mortas e comunicar imediatamente qualquer suspeita aos órgãos de defesa agropecuária.
Por enquanto, o governo trabalha para impedir que o primeiro caso confirmado no Pará se transforme em algo maior - sanitariamente e politicamente.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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