Zambelli está foragida no exterior e é alvo de uma mandado de prisão definitiva de autoria do ministro Alexandre de Moraes.
Brasília, DF - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira, 11, a ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para cassar o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar foi condenada a dez anos de prisão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Esse procedimento dá início à tramitação do julgamento da perda de mandato, que será definido pelos deputados - essa discussão foi alvo de controvérsia entre parlamentares nesta semana.
Na terça-feira, 10, Motta disse que a Câmara vai cumprir a decisão da Corte e decretar a perda do mandato de Zambelli. Algumas horas depois, ele recuou e disse que a "palavra final" sobre o mandato será "do plenário".
Zambelli está foragida no exterior e é alvo de uma mandado de prisão definitiva de autoria do ministro Alexandre de Moraes.
Na CCJ, a deputada poderá apresentar a sua defesa em um prazo de até cinco sessões. Em seguida, a comissão tem o mesmo prazo para emitir um parecer favorável ou contrário à perda do mandato da deputada.
Após votação, a decisão passa por análise do plenário da Câmara. É necessária a maioria absoluta dos deputados - isto é, 257 votos.
Ainda nesta quinta-feira, Motta comunicou ao STF que bloqueou o repasse de verbas ao gabinete de Zambelli.
Na mesma decisão que mandou prender a deputada, Moraes determinou a suspensão dos "vencimentos e quaisquer outras verbas" destinadas ao gabinete de Zambelli.
Como mostrou o Estadão, a Câmara foi lenta em determinar a perda do mandato de Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), preso preventivamente sob a acusação de ser o mandante do assassinato da ex-vereadora do Rio Marielle Franco.
Brazão perdeu o mandato apenas um ano e um mês depois de ser preso, sem decisão do plenário da Câmara. A Mesa Diretora da Casa determinou a perda em razão de falta do parlamentar em sessão plenária.
Completado o primeiro ano preso, mostrou o Estadão, o gabinete de Brazão já tinha custado R$ 1,8 milhão aos cofres públicos.
Foto: Divulgação/Agência Câmara
Estadão conteúdo
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.