Entidades da magistratura querem reajuste do teto do funcionalismo para até R$ 71,5 mil e defendem regras mais amplas para pagamentos adicionais.
velho e sempre inflamável debate sobre os chamados “penduricalhos” do Judiciário voltou ao centro da cena política e institucional em Brasília - e, mais uma vez, com potencial de provocar forte desgaste na imagem do sistema de Justiça diante da opinião pública.

Entidades representativas da magistratura passaram a pressionar o Supremo Tribunal Federal para que a Corte encaminhe ao Congresso Nacional um projeto de reajuste do teto do funcionalismo público e, paralelamente, flexibilize restrições ao pagamento de verbas extras atualmente questionadas por órgãos de controle.
A principal articulação parte da Associação dos Juízes Federais do Brasil, que sustenta haver forte defasagem no subsídio pago aos ministros do STF - valor que serve como teto constitucional do funcionalismo brasileiro. Hoje, os ministros recebem cerca de R$ 46,3 mil mensais.
Segundo cálculos apresentados pela Comissão Técnica de Assessoramento aos Três Poderes da República, a recomposição inflacionária pelo IPCA elevaria o teto para aproximadamente R$ 71,5 mil.
A discussão não envolve apenas reajuste salarial direto. Na prática, a pressão das associações busca reabrir espaço para pagamentos que ultrapassam o teto constitucional por meio de auxílios, indenizações, gratificações retroativas e outras verbas classificadas como indenizatórias - os famosos “penduricalhos”.
Nos últimos anos, o STF e o Conselho Nacional de Justiça passaram a impor limites mais rígidos a esses pagamentos após sucessivas críticas sobre supersalários no Judiciário e no Ministério Público. A reação das entidades veio justamente após julgamentos recentes em que ministros reconheceram, ainda que informalmente, a corrosão inflacionária do teto constitucional.
Nos bastidores de Brasília, magistrados afirmam que a diferença acumulada ao longo dos anos teria provocado “achatamento remuneratório” das carreiras jurídicas.
A nova ofensiva ocorre num momento particularmente sensível para o setor público. Enquanto o governo federal enfrenta dificuldades fiscais, cobra contenção de despesas e mantém pressão sobre outras categorias do funcionalismo, propostas de reajustes elevados para carreiras do topo do Estado tendem a gerar reação política imediata - especialmente porque o Judiciário já convive há anos com críticas relacionadas aos supersalários.
Levantamentos periódicos divulgados por entidades de transparência mostram que magistrados e membros do Ministério Público frequentemente recebem acima do teto constitucional graças à soma de verbas indenizatórias e pagamentos retroativos.
Embora parte desses valores seja considerada legal pelos tribunais, o tema se transformou em um dos principais focos de desgaste institucional do sistema de Justiça brasileiro.
As entidades da magistratura argumentam, porém, que existe distorção no debate público. Segundo associações de juízes, muitos pagamentos classificados como “penduricalhos” correspondem a direitos previstos em lei, indenizações acumuladas ou compensações funcionais legítimas. Também sustentam que a defasagem do teto cria efeito cascata em toda a estrutura das carreiras jurídicas e compromete a valorização institucional da magistratura.
Nos bastidores do STF, porém, ministros sabem que qualquer movimento nessa direção terá enorme repercussão política e midiática. Ainda mais num País onde boa parte da população enfrenta renda apertada, serviços públicos precários e crescente desconfiança sobre privilégios de setores do Estado.
O problema é que, no imaginário popular, a palavra “penduricalho” virou sinônimo automático de privilégio - e dificilmente deixará de ser tão cedo.

•O diretor da Agência Nacional de Mineração, José Fernando Gomes (foto), marca presença na Feira das Indústrias da Fiepa.
•Ele destaca a importância do evento para o desenvolvimento mineral no Pará com o fortalecimento das empresas mineradoras, a arrecadação da Cfem, que atrai recursos, e as novas empresas minerais que se instalam no Pará.
•Jornalistas e comunicadores paraenses que participaram do Encontro Nacional da Federação Brasileira de Jornalistas de Turismo, em Porto Seguro, na Bahia, voltaram impressionados com a estrutura do turismo na região.
•Local do descobrimento do Brasil, Porto Seguro está cercado de vilas majestosas como Arraial D'ajuda, Trancoso, Caraíva, o Centro Histórico, onde as caravelas de Cabral ancoraram.
•Outras atrações estão na chamada Recife de Fora, com seus corais, o Memorial Epopeia do Descobrimento e uma réplica das naus de Cabral e acervos da época, além de mais de sessenta quilômetros de praias.
•A Justiça de São Paulo determinou a penhora de bens da ex-deputada Carla Zambelli para pagar uma indenização atrasada de R$ 17 mil por ter publicado foto de Boulos protegida por direitos autorais.
•O ministro Flávio Dino solicitou esclarecimentos à Câmara a respeito da situação funcional do deputado Mário Frias, que está fora do País desde o dia 12.
•O STF tentou intimá-lo múltiplas vezes para responder às alegações de destinação de emendas à produtora de Dark Horse.
•Durante cerimônia no Planalto, Lula saiu em defesa do Congresso Nacional: "muitas vezes é muito criticado e poucas vezes elogiado".
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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