Trabalhadores afirmam que são vítimas de extorsão e agressão por agentes de trânsito municipais de Belém e Ananindeua.
Líder do movimento afirma que entregadores são perseguidos pela gestão de trânsito municipal de Belém e Ananindeua/Fotos: Divulgação-Redes Sociais.
ma guerra tão silenciosa quanto violenta ganha corpo nas ruas de Belém desde o início do ano passado. Na noite desta quinta, 29, mais um episódio de confronto violento foi registrado entre policiais militares, guardas municipais e motoristas de aplicativos de entrega. O palco da luta foi a rodovia Augusto Montenegro e contou com um fato inusitado: durante o embate, um PM chutou o celular de um dos manifestantes para o fogo, destruindo o aparelho propositalmente.
A cena foi registrada em vídeo e a imagem mostra o seguinte: enquanto PMs tentavam prender um dos manifestantes que está, inclusive, com a sacola de entrega nas costas, um dos policiais vê o celular dele no chão e chuta, propositalmente, o aparelho para os pneus em chamas bem ao lado. O aparelho foi destruído e a cena revoltou ainda mais o grupo, que classificou este como mais um entre tantos absurdos cometidos pelos agentes de fiscalização e segurança contra a categoria.
Em contato direto com a coluna, um dos líderes do movimento, que pede anonimato com receio de retaliações, afirma que os entregadores de aplicativo, sobretudo os que usam motos, são perseguidos pela gestão do trânsito municipal de Belém e Ananindeua, respectivamente Segbel e Semutran. De acordo com o denunciante, “a intenção não é legalizar, apreender ou multar, mas sim extorquir quem possui algum tipo de irregularidade”.
Diferente do que se vê no Centro de Belém, onde a simples orientação de um agente poderia ajudar o trânsito a fluir melhor, os entregadores de aplicativo afirmam que são perseguidos até mesmo em vielas de Belém e Ananindeua, onde o Semutran, serviço de trânsito da cidade vizinha, possui sede tão intensa por dinheiro quanto os agentes da capital.
“Nessas vias, toda vez que somos abordados, temos que dar o que não temos para ser liberados. E a intenção deles é, de fato, deixar o entregador ir embora para ter como abordar e pegar dinheiro de novo. Há registros, e não são poucos, de agressão sempre que um ou outro colega entregador se recusa a colaborar financeiramente. Mas vê se eles levam para a delegacia?! Não. Eles agridem e vão embora. Muitos desses guardas vêem na gente um poço sem fim de dinheiro”, afirma a denúncia.
A manifestação realizada ontem contou com mais de 500 motoqueiros e teve pneus queimados na Augusto Montenegro no horário de pico da via, o que acabou deixando o trânsito um caos. A confusão se tornou ainda maior com a chegada da PM, que, segundo os manifestantes, teria agido com truculência para liberar a via. Foi num desses momentos que o policial ainda não identificado chutou o aparelho celular de um dos manifestantes para o fogo. Em seguida, um outro homem que tenta intervir leva um tapa no rosto.
“A gestão do prefeito Igor Normando contratou em 2025, sem licitação, uma empresa ligada ao alto escalão da prefeitura para operar os serviços de guincho e pátio na cidade. Estamos diante de uma verdadeira máfia, que transforma blitz em instrumento de perseguição e extorsão, prejudicando principalmente os mais pobres e os trabalhadores que tanto lutaram e levaram remédios e alimentos durante a pandemia. Agora somos esquecidos”, afirma outro trecho da denúncia.
Os entregadores afirmam, ainda, que já realizaram denúncias sobre o que eles definem como "perseguição" às autoridades, mas não especificaram quais órgãos foram procurados. Eles também alegam que irão realizar novas manifestações, mas reiteram que pedem a quem possui algum tipo de irregularidade que procure os órgãos de trânsito para regularizar a própria situação ou o veículo.
A coluna encaminhou nota com pedido de posicionamento sobre o assunto, sobretudo com relação às denúncias de perseguição e extorsão, para todos os órgãos envolvidos: Semutran, Segbel e Polícia Militar. Mas até a publicação desta matéria nenhum deles havia respondido. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.
•Uma sequência de ações de fiscalização do trânsito em ruas secundárias de Marituba nas últimas por policiais militares chama a atenção de condutores.
•Estranho é que as operações sugerem iniciativa isolada dos policiais, que não costumam atuar em áreas do movimento intenso, como no cruzamento da Alça Viária com ruas do bairro São João.
•Nem mesmo quando são chamados a intervir, nos casos de engarrafamento, os policiais militares atendem. Preferem agir em pontos de pouco movimento. Alguém explica?
•O ano político mal começou e Brasília já vive clima de pré-campanha. Filiações, trocas de cargo e anúncios de candidatura mostram que o tabuleiro das eleições de 2026 está em montagem desde já, com partidos e lideranças posicionando peças antes da largada oficial.
• O governador Ronaldo Caiado anunciou filiação ao PSD, ao lado de outros pré-candidatos à presidência. O União Brasil, por meio de Antônio Rueda, afirmou que respeita a decisão e elogiou a atuação de Caiado.
• Gleisi Hoffmann deixará a Secretaria de Relações Institucionais até abril para disputar o Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. O atual secretário do Conselhão, Olavo Noleto, deve assumir a articulação política do governo.
•O ano na Câmara dos Deputados começa com um evento inusitado. Costumeiramente, o mês de fevereiro é marcado por disputas entre os partidos pelo controle das comissões.
•Desta vez, um acordo foi firmado logo na primeira reunião de líderes: será mantida a composição de 2025, salvo a Comissão de Minas e Energia, que passa do PSD para o PL em troca da Comissão de Agricultura. Confira o acordo.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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