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Quem segura a Inteligência Artificial (IA), cada dia menos estatístico e mais racional?

Chegamos, então, à era dos multimodais avançados, que incorporam integração perfeita de texto, áudio, visão, vídeo e sensores para criar uma compreensão contextual rica do mundo.

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  • José Croelhas | Especial para a COD
  • 15/02/26 10:00
Quem segura a Inteligência Artificial (IA), cada dia menos estatístico e mais racional?

A chamada "segunda onda" da IA, com geração de sistemas mais integrados, compreensivos e autônomos, segue o curso do "senso comum", com raciocínio cada vez mais refinado e velocidade antes inimaginável, conseguindo superar limites. 


Não resta dúvida que os modelos atuais (como o LLMs) já são incríveis no reconhecimento de padrões e, sobretudo, na geração de texto. Frequentemente, porém, carecem de raciocínio lógico profundo, compreensão causal e senso comum.


Mas a chamada IA de "Mundo Aberto" reúne sistemas que não apenas respondem com base em dados de treino, mas aprendem e se adaptam em tempo real a novos contextos, como qualquer humano faria.


Chegamos, então, à era dos multimodais avançados, que incorporam integração perfeita de texto, áudio, visão, vídeo e sensores para criar uma compreensão contextual rica do mundo. Já pensou?


Estou falando de IAs que não apenas respondem a comandos, mas executam tarefas complexas de forma autônoma, como planejar uma viagem completa, gerenciar um projeto e até mesmo, acredite, conduzir pesquisas científicas.


Os novos sistemas já são capazes de aprender continuamente com o usuário, adaptando-se ao seu estilo, necessidades e contexto pessoal; é um verdadeiro assistente pessoal inteligente.


A nova IA desenha-se tanto onipresente como acessível, integrando smartphones, laptops, carros e até eletrodomésticos com capacidades avançadas, funcionando offline ou com pouca conectividade, tudo com mais privacidade e baixa latência.


O melhor de tudo é a democratização das ferramentas, cada dia mais baratas e acessíveis para pequenas empresas, educadores, artistas e desenvolvedores independentes.


E o que está por vir? Embora a AGI (IA com capacidade cognitiva humana geral) ainda seja um horizonte relativamente distante, a "segunda onda" trará sistemas mais flexíveis e multifacetados, capazes de desempenhar um leque maior de tarefas cognitivas.


Por sinal, esforços massivos tentam garantir que sistemas avançados ajam de acordo com intenções humanas, valores, segurança e rastreabilidade.


No processo de aceleração científica, as IAs projetarão experimentos, descobrirão novos materiais, turbinando a medicina personalizada e auxiliando na resolução de problemas complexos como fusão nuclear e até mudanças climáticas.


Nas artes, design, música e invenção, as IAs atuarão como parceiras genuínas, não substituindo o potencial humano, porém maximizando-o.


Os desafios e riscos associados a tais avanços são gigantescos: vídeos, áudios e textos impossíveis de distinguir do real; automação de tarefas cognitivas complexas, exigindo uma requalificação massiva; risco de concentração de poder, com a tecnologia controlada por poucas corporações ou governos... são desafios a ser enfrentados, pois a segunda onda da IA promete ser menos sobre "reconhecimento de padrões em dados" e mais sobre "compreensão e atuação no mundo”.


Será uma jornada em direção a sistemas mais confiáveis, colaborativos e profundamente integrados à sociedade, mas exigirá um progresso paralelo em governança, ética e segurança para que seus benefícios sejam maximizados e seus riscos, mitigados.


Foto: Divulgação

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.