Exame é a melhor forma para encontrar pequenas lesões
Em 2025, de acordo com as estimativas do INCA, o Brasil deve registrar 704 mil novos casos de câncer. Excetuando o câncer de pele não melanoma, entre as mulheres o tipo mais comum é o câncer de mama, que tem estimativa de 73.610 novos casos para 2025. A doença, que mata cerca de 18 mil brasileiras por ano, tem a mamografia como ferramenta fundamental para diminuir mortalidade.
A mamografia é o melhor exame para encontrar lesões muito pequenas, que nem o médico consegue identificar no exame clínico. Quando o câncer de mama é descoberto logo no início, as chances de cura são superiores a 90%. Para isso, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que toda mulher, a partir dos 40 anos, mesmo sem nenhum sintoma, faça a mamografia bilateral, anualmente, e faça uma consulta com um especialista.
“O diagnóstico tardio, ainda predominante no Brasil, aumenta muito a gravidade da doença e os índices de mortalidade. Aproximadamente 2/3 dos casos de câncer de mama são diagnosticadas com tumores avançados. Normalmente, são mulheres que não tiveram acesso aos exames preventivos e consultas com especialistas. Pesquisas comprovam que o rastreamento pode reduzir a mortalidade por câncer de mama em até 45%”, destaca o mastologista Fábio Botelho, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia - regional Pará.
Polêmica – A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizou no mês de janeiro uma Consulta Pública com o objetivo de receber contribuições para um Programa de Certificação de Boas Práticas para convênios de saúde e gerou polêmica. O que incomodou especialistas de várias entidades médicas foi que a faixa etária que a ANS utilizou como referência não foi a da Sociedade Brasileira de Mastologia e sim a do Ministério da Saúde, que indica a realização do exame somente a partir dos 50 anos, e a cada 2 anos.
“Nós, da SBM, e muitas outras sociedades médicas incentivamos as pessoas a participarem da consulta pública e manifestarem que discordam dessa faixa etária. No Rol de Procedimentos da própria ANS está previsto que a faixa etária que tem direito à mamografia de rastreio é de 40 a 69 anos. Não resta nenhuma dúvida sobre a necessidade de a mulher começar o rastreio aos 40, em vez de 50 anos. Aliás, já estamos estudando a necessidade de indicar a mamografia de rastreio mais cedo. 40% dos diagnósticos e 22% das mortes por câncer de mama, no Brasil, acontecem em mulheres abaixo de 50 anos”, alerta Fábio Botelho.
“As mulheres jovens ainda são minoria – apesar do crescimento da incidência – mas é importante ressaltar que elas têm chances muito maiores de o tumor ser mais agressivo. Isso significa que essas mulheres com menos de 40 anos terão necessidade de fazer um tratamento com mais quimioterápicos, cirurgias maiores e também possuem maiores chances de ter um tumor na outra mama”, destaca o mastologista.
Baixos índices - A OMS aponta que para que a mamografia cumpra a função de reduzir mortalidade por câncer de mama pelo menos 70% da população alvo tem que fazer o exame anualmente. No entanto, pesquisa realizada pela Agência Brasil mostrou que nenhum estado brasileiro ultrapassou 35% em 2023. O Pará amarga um índice de rastreamento mamográfico ainda mais baixo, com apenas 10,4% na pesquisa. Está entre os estados com menores coberturas.
O presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia no Pará, Fábio Botelho, explica que existem muitos problemas que dificultam que as mulheres façam a mamografia. “Pra começar, milhares de mulheres não têm acesso ao exame, já que muitos municípios não possuem mamógrafo, e muitas têm dificuldades para se deslocar até um município que tenha o aparelho. As filas para agendar e realizar o exame geralmente são grandes, falta informação sobre a importância da mamografia e temos também, infelizmente, equipamentos quebrados e técnicos sem a devida qualificação para operar os aparelhos”.
Foto: Agência Pará/ Divulgação
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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