Dados do IBGE apontam que, em Belém, “provedoras do lar” superam a casa dos 55%, enquanto em Parauapebas e Marabá, sudeste do Estado, quem banca são os homens.
s homens são a maioria (50,9%) entre as pessoas responsáveis pelas unidades domésticas no Brasil, com um total de 37 milhões, mas a quantidade de mulheres está bem próxima (49,1%) e soma 36 milhões. Os dados são do Censo Demográfico 2022, divulgado no Rio de Janeiro na sexta-feira,25, pelo IBGE.

Na composição domiciliar e óbitos
informados, os dados indicam uma mudança importante em relação a 2010, quando o
percentual de homens responsáveis, de 61,3%, era significativamente maior que o
de mulheres, de apenas 38,7%.
Ainda segundo a pesquisa, o
percentual de mulheres responsáveis por lares supera os 50% em 10 Estados. Em
Pernambuco, ficou em 53,9%, seguido de Sergipe (53,1%); Maranhão (53,0%); Amapá
(52,9%); Ceará (52,6%); Rio de Janeiro (52,3%); Alagoas e Paraíba (51,7%);
Bahia (51,0%); e Piauí (50,4%).
O município de Colares, no nordeste
paraense, é onde há mais mulheres provendo, totalmente, o lar, e onde 59,23%
dos domicílios têm uma pessoa do sexo feminino trabalhando para sustentar a
família, o que corresponde a cerca de 2.400 mulheres. Os percentuais estão
acima dos 50% também em Soure (58,66%), na Ilha do Marajó; Marituba (57,29%) e
São Caetano de Odivelas (56,25%), no nordeste do Pará.
Belém tem 55,09% dos imóveis
chefiados por mulheres, ou 233 mil mulheres chefes de família contra 190 mil
homens. A capital é a 13ª cidade do País com mais mulheres responsáveis por
lares. Ananindeua tem perfil similar, com 54,04%, assim como em Castanhal, onde
53,02% dos domicílios têm elas à frente.
Parauapebas e Marabá estão na
contramão da tendência nacional, e nesses dois municípios, os homens ainda
predominam como provedores. Em Parauapebas, 52,07% dos domicílios são chefiados
por homens, enquanto em Marabá a taxa é de 51,08%. Canaã dos Carajás se
assemelha aos seus vizinhos, e 59,33% das famílias locais são comandadas por
eles.
O sul do Pará, como um todo, é
predominantemente masculino nas responsabilidades com as famílias, como em
Santa Maria das Barreiras (71,31%), Bannach (71,33%) e Água Azul (74,6%),
seguidos de Cumaru do Norte (69,49%), São Félix do Xingu (67,58%) e Piçarra
(67,33%).
No Brasil, segundo o Censo 2022, os
três municípios onde os lares são majoritariamente chefiados por mulher são o
sergipano Umbaúba, com 67,82%; o maranhense São José dos Basílios, com 67,83%;
e o paraibano Cacimbas, com 70,1%. No extremo oposto, os três onde o homem
“manda” são o catarinense Tigrinhos, com 83,33%; e os gaúchos União da Serra,
com 84,17%, e Coronel Pilar, com 84,42%.
Outro ponto que chamou a atenção na
pesquisa é sobre o envelhecimento da população brasileira. Para a pesquisa, o
IBGE considera termos como ‘unidades estendidas’ as que incluem outros
parentes, netos e sobrinhos; as que têm enteados, madrastas e padrastos que são
as ‘nucleares’.
As maiores concentrações de pessoas
idosas, na faixa de mais de 60 anos, responsáveis pelas unidades domésticas, se
concentraram nas unidades unipessoais (28,7%) e nas estendidas (21,7%). As
unidades domésticas nucleares predominam em todos os grupos etários (64,1%),
principalmente com responsáveis de até 17 anos (70,0%) e de 25 a 39 anos
(75,8%). Na visão do IBGE, isso ocorre, possivelmente, porque essas pessoas,
mesmo ainda muito jovens, começaram a formar as suas próprias famílias.
Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul se
mostraram os Estados mais envelhecidos. Um exemplo claro é a população
dominante de idosos no bairro de Copacabana. Os Estados da região Norte, Amapá
(12%), Amazonas (13%) e Pará (13,5%) são os que apresentam a população entre os
mais jovens do País.
Segundo o Censo 2022, havia mais 72,6
milhões de unidades domésticas no Brasil. O número é 15 milhões a mais do que o
anotado em 2010, quando existiam 57 milhões.
A quantidade média de moradores ficou
em 2,8 pessoas, um resultado menor do que em 2000, que era de 3,7 pessoas, e em
2010, com 3,3. Entre as unidades domésticas, cerca de 72,3% têm até três
moradores e 28,7% têm dois residentes.
Outra mudança indicada na pesquisa é
a das unidades domésticas compostas por pessoa responsável e cônjuge ou
companheiro(a) do mesmo sexo, que atingiram 0,54% do total. Ainda que o
percentual seja pequeno, o crescimento foi relevante em relação a 2010, quando
era de 0,10%. Neste tipo de domicílio, o número subiu de 59.957, em 2010, para
391.080 em 2022.
O Distrito Federal é onde foram
notadas as maiores proporções de unidades domésticas com pessoa responsável em
união homoafetiva, ficando em 0,76%. Na sequência ficaram o Rio de Janeiro
(0,73%) e São Paulo (0,67%). Já as menores foram no Piauí (0,25%), no Maranhão
(0,30%) e no Tocantins (0,31%).
A única espécie de unidade doméstica
que aumentou sua participação - desde o último Censo - foi a unipessoal -
apenas um morador -, que saiu de 12,2% para 18,9%. O crescimento foi
demonstrado em todos os grupos etários, e mais uma vez, os moradores do bairro
de Copacabana, no Rio de Janeiro, são um bom exemplo dessa condição. O
Rio de Janeiro lidera o ranking (Com Agência Brasil).
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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